Itatiaia

Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus restringe atendimentos por falta de repasses do SUS

Conforme o Hospital, Prefeitura de Juiz de Fora não enviou verba de mais de R$ 16 milhões relativa ao mês de outubro. Estão mantidos os atendimentos de urgências e emergências, HMTJ não aceitará novos pacientes

Por, Juiz de Fora
Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, em Juiz de Fora • Google Street View/ reprodução

O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) suspendeu os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quarta-feira (7) devido à falta de repasses da Prefeitura de Juiz de Fora. Conforme a Unidade, os repasses em falta são de mais de R$ 16.478.118,74.

Com a medida, o HMTJ anunciou que no momento ficam mantidos os atendimentos de urgência e emergência. O serviço de hemodiálise não aceitará novos pacientes, e os pacientes já em tratamento continuam atendidos. Os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva serão inseridos na Regulação com pedido de transferência para outros hospitais da rede, e permanecem assistidos por este Hospital até a efetiva transferência;

Por fim, o Hospital deixa de receber, como retaguarda, pacientes encaminhados pelas Unidades de Pronto Atendimento e por outros hospitais.

A Administração Municipal declarou à Itatiaia que teve conhecimento da situação nas últimas horas da tarde e que mantém canais de diálogo com o HMTJ. Conforme o Executivo, ao longo da semana, serão realizadas outras reuniões institucionais para o encaminhamento da situação, que, até o momento, não gerou consequências práticas para o atendimento.

A Itatiaia também tenta contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para esclarecimento da situação.

Hospital alega atrasos nos repasses do mês

De acordo com o HMTJ, os valores em aberto somam R$ 16.478.118,74, na posição de 1º de outubro. Conforme o Hospital, os valores custeiam os serviços afetados pela restrição dos atendimentos: R$ 2.257.166,28 dos incentivos da Rede de Urgência e Emergência, relativos aos leitos de retaguarda e de UTI nas competências de julho e agosto de 2026, e R$ 1.917.081,93 do FAEC, relativos à hemodiálise de março a julho de 2026.

A Unidade Hospitalar reiterou a obrigação dos repasses da Prefeitura para a execução do convênio e requiriu:

  • A regularização imediata dos repasses;
  • A orientação da Central de Regulação, das Unidades de Pronto Atendimento e do SAMU para que redirecionem aos demais prestadores da rede os encaminhamentos de retaguarda e os novos pacientes de hemodiálise;
  • A disponibilização, pela Regulação, de vagas em outros hospitais para a transferência dos pacientes de UTI.

Ainda segundo o Hospital, mesmo os serviços de emergência dependem dos repasses da Prefeitura e caso a situação se estenda a continuidade dos serviços poderá ser comprometida.

Recorrência da situação da saúde

Na última semana, unidades de atendimento do SUS realizaram uma paralisação parcial, também motivada por falta de repasses da Prefeitura de Juiz de Fora.

Na ocasião, o MPMG recomendou a manutenção do atendimento a urgência e emergência.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

Por

Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

 

 

Belo Horizonte