Instituições de saúde que atendem pelo SUS realizam paralisação parcial em Juiz de Fora
Conforme superintendente do Sind-Saúde JF, suspensão dos atendimentos eletivos é consequência da falta de repasses da Prefeitura. Executivo alega que não possui pendências, que MPMG media solução e que está aberta ao diálogo.

Atendimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão suspensos em Juiz de Fora nesta sexta (2) devido a uma paralisação parcial promovida pelo Sindicato de Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Juiz de Fora (Sindissaúde).
A medida é em protesto a falta de verbas disponibilizadas pela Prefeitura, que estaria ocasionando falta materiais para atendimento aos pacientes e risco de atraso de pagamento aos servidores, conforme o superintendente do sindicato, Luiz Fernandes Alves dos Reis.
"A paralisação [é] parcial, só atendendo urgências e emergências. É para chamar atenção da Prefeitura para que faça os repasses que o Governo Federal faz. Os hospitais estão ficando sem matéria-prima para atender aos pacientes. Há o risco de não ter dinheiro para pagar a folha dos funcionários semana que vem", explicou.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que não possui nenhuma pendência com os prestadores de serviços de saúde e que eventuais divergências de interpretação estão sendo resolvidas com mediação do Ministério Público, com prazo de resolução até novembro. "A Secretaria de Saúde permanece aberta ao diálogo e à disposição para encontrar uma solução construtiva", diz o texto.
MPMG acompanha situação
A manutenção do atendimento a urgência e emergência cumpre uma recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) desta quinta (1º).
Ainda segundo o MP, o movimento afeta os hospitais Santa Casa de Misericórdia, Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, Hospital Ana Nery, Hospital São Vicente de Paulo, Instituto Oncológico (Hospital 9 de Julho) e Ascomcer.
A Itatiaia conseguiu confirmar a adesão de instituições como a Santa Casa de Misericórdia, Hospital Nove de Julho e Ascomcer. Para os demais citados, o espaço segue aberto.
Em julho deste ano, a Santa Casa anunciou uma paralisação, também atribuída ao atraso de repasses. Após negociação com a Prefeitura, o movimento foi suspenso.
Discussão na Câmara Municipal
O superintendente do sindicato, Luiz Fernandes Alves dos Reis citou ainda uma possível abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Legislativo.
De acordo com a assessoria de comunicação da Câmara Municipal, o requerimento consta no sistema com oito assinaturas, que é o quantitativo necessário para a abertura da CPI. No entanto, ainda não foi encaminhado formalmente à Presidência da Casa.
Nota oficial da Ascomcer
A ASCOMCER informa que, em razão do atraso nos repasses financeiros da Prefeitura de Juiz de Fora, as atividades eletivas estarão suspensas nesta sexta-feira, 2.
Diante deste cenário, torna-se necessário concentrar todos os recursos e esforços assistenciais na manutenção dos atendimentos de urgência, emergência e dos tratamentos que não podem sofrer interrupção, garantindo a segurança e a continuidade do cuidado aos pacientes que mais necessitam.
A instituição segue empenhada na busca de uma solução junto aos órgãos competentes e espera restabelecer integralmente suas atividades o mais breve possível.
Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.
Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.




