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Chocolat Festival: veja o que tem de mais inusitado na feira de chocolates em Ilhéus-BA

Feira é a maior sobre cacau e chocolates da América Latina

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Maria Fernanda Ramos/ Itatiaia

Ilhéus, no Sul da Bahia, recebeu, durante cinco dias, a maior feira de cacau e chocolate da América Latina: a Chocolat Festival. Lá, milhares de pessoas tiveram a oportunidade de conhecer produtos dos mais diversos tipos, do chocolate tradicional até mesmo mel de cacau, cervejas, tortas, artesanatos e tudo mais. A reportagem da Itatiaia esteve na feira e, nessa matéria, serão listadas as cinco coisas mais diferentes e inusitadas do festival. 

Mineirice em Ilhéus?

Um dos itens diferentes estava no estande da premiada Ju Arléo Chocolates: o chocolate Romeu e Julieta, o tradicional queijo com goiabada. A ideia surgiu na Páscoa, da junção do chocolate branco, parmesão e goiabada. O resultado foi uma explosão de sabores, que acabou não sendo apenas um tipo de ovo de Páscoa da marca, mas também barrinhas. É possível comprar online ou com revendedores. Vale mencionar que a marca foi idealizada pela menina Júlia Arléo, com apenas 8 anos à época. 

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Chocolate baiano raiz

Outro produto inusitado, mas que é a cara da Bahia, foi criado pela Benevides Chocolates: o chocolate branco com camarão, azeite de dendê e pimenta, tradicionais ingredientes do acarajé. A marca, segundo Leilane Benevides, chocolate maker, busca valorizar e prestigiar ingredientes, sabores e a cultura da região, por isso fazem chocolates dos mais diversos sabores, que já ganharam 19 premiações internacionais. 

“Foram 3 anos até a gente chegar nessa formulação. Não foi fácil, porque envolve a química, a composição das gorduras, o dendê, a manteiga de cacau. Ele (o chocolate) é um diferentão”, disse. É possível comprar em lojas especializadas e pelo WhatsApp (73) 998556420.

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Cachaça de acarajé?

E, por falar em acarajé, iguaria sagrada para os baianos, o “bruxo” — como é chamado pelos amigos — Raimundo Freire criou a cachaça com acarajé da Kikaxassa. A bebida é diferenciada, com aromas de camarão, vatapá e dendê, distinta de tudo o que se vê nesse mundo da cachaçaria. 

“Essa cachaça só vale aqui na Bahia, porque o baiano gosta de acarajé. Então o baiano tem um pertencimento nessa bebida, porque é um costume do baiano comer acarajé no fim da tarde, com uma cerveja ou refrigerante”, disse,

A iguaria pode ser adquirida pelos canais oficiais da marca. Além disso, no Purgatório Bar, que ficou entre os 500 melhores bares do mundo em 2025, há um drink que utiliza a cachaça de acarajé.

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Chopp ou cerveja de mel de cacau

Outra bebida diferente presente na feira é a cerveja e também o chopp de mel de cacau, líquido obtido da prensagem da polpa do cacau antes da fermentação. A Natucoa Chocolates produz a iguaria há alguns anos e levou pela quarta vez a bebida ao festival. 

“Geralmente, as pessoas sempre pensam só na amêndoa do cacau, então a gente quis utilizar o mel de cacau para fazer uma bebida e agregar valor a esse mel de cacau”, disse Carine Assunção, uma das responsáveis pelo estande da marca.

A cerveja é o carro-chefe da marca e lembra um pouco um espumante, perfeita para tomar em um dia quente, bem gelada. Ela é um sucesso entre os mais jovens e pode ser adquirida pelo site da Natucoa.

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Produtos fitness?

A Doralícias Ateliê, de Altamira, no Pará, apresentou as amêndoas de cacau de várias formas, do fitness até o afrodisíaco. “A amêndoa é um superalimento. Ela é rica em polifenóis e antioxidantes, importantes para dar energia, reduzir ansiedade e proteger o coração”, disse José Carlos, um dos donos da marca.

A marca criou os “Cakautit’s”, que consistem em amêndoas de cacau crocantes com coberturas diferentes, como cumaru, jambu e pimenta, por exemplo. Cada uma tem seu foco específico e pode ser adquirida pelos canais oficiais da marca. O indicado é comer até 10 amêndoas por dia.

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Carmem Miranda de chocolate

Esse não é comestível, mas ainda assim é algo inusitado: o chef Léo Vilela fez e deixou exposto na feira uma estátua da cantora Carmen Miranda de chocolate, em tamanho real. O foco foi representar a brasilidade que a artista espalhou para fora do Brasil.

“Ela é lembrada até hoje e uma das canções mais famosas é ‘O que é que a baiana tem?’. Essa música fala da simbologia baiana e tudo mais, então eu decidi que seria a Carmen mesmo, em uma homenagem mais que merecida”, contou Leo.

A estátua conta com mais de 120 kg e uma riqueza de detalhes impressionante. O planejamento para fazê-la iniciou dias antes, e o chef contou com a ajuda de três auxiliares para a confecção da peça. 

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O evento

A Chocolat Festival foi realizada de quinta (23) a domingo (26), no Centro de Convenções de Ilhéus. A programação era gratuita e reuniu vários produtores, empresários, chocolatiers, chefs de cozinha e turistas. Segundo o criador do evento, Marco Lessa, o principal intuito do evento é discutir e destacar o protagonismo do cacau e do chocolate. 

“O evento nasceu estimulando marcas de chocolates e valorizando produtores de cacau e, a partir de 2009, transformamos completamente, tanto a produção como o consumo dentro da cadeia produtiva do cacau e do chocolate”, afirmou.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

 

 

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