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Doceira mineira aposta na Bahia para ampliar negócio e conquistar novos mercados

Empreendedora de Varginha participa do Chocolat Bahia, em Ilhéus, e usa o maior festival de chocolate da América Latina como vitrine para expandir as vendas pelo país

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Evento em Ilhéus, na Bahia, começou na quinta-feira (23) • Reprodução Vídeo I Itatiaia I Maria Fernanda Ramos

Entre os quase 200 expositores da 17ª edição do Chocolat Bahia, em Ilhéus, uma mineira chamou a atenção dos visitantes pelos doces cristalizados e pelas cocadas artesanais. Natural de Varginha, no Sul de Minas, a empreendedora Cinthia Morais, da Uai Doces Cristalizados, levou ao maior festival de chocolate da América Latina uma combinação de sabores tradicionais e releituras com pistache, em busca de novos mercados para o negócio.

"Tem jaca, cocada de pistache, leite Ninho com pistache, variedade de amendoim, tudo feito com leite natural", conta. Apesar de Minas Gerais ser conhecida nacionalmente pelo doce de leite, Cinthia afirma que os consumidores têm demonstrado preferência por outro clássico da culinária mineira. "O mineiro mesmo é apaixonado por doce de leite, mas o que eles mais procuram é a cocada, com mais fruta e menos açúcar", diz.

A participação no Chocolat Bahia faz parte da estratégia de expansão da empresa, que já comercializa produtos para clientes de diferentes estados. "A Uai Doces Cristalizados vende para todo o Brasil. É só pedir que chega", afirma. A empresária acredita que o festival abre portas para pequenos empreendedores e amplia a visibilidade das marcas. "Para nós, a Festa do Cacau é maravilhosa. A gente prestigia todos os anos", afirma.

Além da presença em Ilhéus, a empresa vive um momento de crescimento. Depois de participar de quatro feiras em Brasília, mantém um quiosque em Varginha e prepara a inauguração de uma nova unidade em Pouso Alegre. Em Belo Horizonte, os produtos já são comercializados no Mercado Central.

"Estávamos em quatro feiras em Brasília, temos um quiosque em Varginha e vamos inaugurar outro em Pouso Alegre. Belo Horizonte ainda está um pouquinho longe para uma loja, mas a gente vende no Mercado Central. Quem sabe essa seja a próxima cidade?", diz. A recepção baiana também conquistou a empreendedora mineira. "O baiano é muito aconchegante, parece com o mineiro", resume.

Festival movimenta economia e turismo

A abertura do Chocolat Bahia ocorreu nessa quinta-feira (23) e segue até domingo (26), reunindo produtores rurais, chocolatiers, especialistas do agronegócio, chefs de cozinha e turistas no Centro de Convenções de Ilhéus. A programação é gratuita.

Criado em 2009, o festival se consolidou como o maior evento da cadeia do cacau e do chocolate da América Latina. Nesta edição, ocupa mais de oito mil metros quadrados, reúne quase 200 expositores e oferece atrações como feira de negócios, Cozinha Show, oficinas gastronômicas, rodadas de negócios, programação técnica, apresentações culturais e a construção, ao vivo, de uma escultura de dois metros de altura feita com 120 quilos de chocolate em homenagem à cantora Carmen Miranda.

Segundo a organização, a expectativa é movimentar cerca de R$ 25 milhões em negócios e impulsionar a economia regional, com ocupação hoteleira próxima de 100%. Para expositores como Cinthia, o evento representa uma vitrine para apresentar produtos, conquistar novos clientes e ampliar a presença da marca em diferentes regiões do país.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

 

 

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