Tenistas mostram insatisfação com premiação em Roland Garros, e top 1 fala em boicote
Principal torneio da gira de saibro começará no dia 24 de maio, e terminará no dia 7 de junho

Os tenistas do alto escalão do circuito mundial não estão satisfeitos com a premiação do Grand Slam de Roland Garros, e nem com a divisão das receitas dos grandes torneios. Aryna Sabalenka, top 1 no ranking WTA, admitiu que os atletas podem promover boicotes no futuro para pressionar por mudanças.
A principal reclamação dos jogadores é a divisão do dinheiro arrecadado. No Roland Garros 2026, a premiação representa cerca de 15% da receita total. Jogadores consideram esse valor baixo, já que torneios ATP/WTA distribuem cerca de 22%, e ligas como NFL, NBA e MLB chegam a cerca de 50%.
Uma matéria do New York Times destaca que um grupo de grandes tenistas (ATP e WTA), incluindo Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Coco Gauff, já vinha pressionando os organizadores desde 2025.
Fala, Sabalenka
A bielorussa Aryna Sabalenka, top 1 do mundo, fez questão de externar essa insatisfação.
“Vamos ver até onde conseguimos chegar. Se for preciso que os jogadores façam um boicote. Acho que hoje em dia, nós, meninas, podemos facilmente nos unir e lutar por isso, porque algumas coisas que acontecem são realmente injustas para os jogadores. Acho que em algum momento vamos chegar a esse ponto.”
Ben Shelton, o americano número 6 do mundo, disse em entrevista na terça-feira que “é importante para nós, jogadores, pelo menos termos voz ativa para discutir esses assuntos. Isso é algo que tem faltado no nosso esporte, principalmente nos Grand Slams, e provavelmente é o que mais nos decepciona”.
O Roland Garros 2026 começa em 24 de maio, após o Masters 1000 de Roma (que termina em 17 de maio).
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.



