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Surfistas brasileiros falam sobre importância da modalidade na Olimpíada

Disputas serão no Taiti, mar já conhecido e dominado por Medina

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Medina e Filipinho falam sobre expectatias e preparação para Paris 2024 • Will Lucas/COB

Os brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo classificaram os Jogos Olímpicos como um evento especial para o surfe. Os destaques do Circuito Mundial da modalidade reforçaram a oportunidade de participar da competição. A disputa das ondas começam neste sábado (27).

O tricampeão mundial, Medina, disputa sua segunda edição olímpica. Nos Jogos de Tóquio, realizados em 2021, devido à pandemia da COVID-19, ele foi eliminado nas semifinais e terminou na quarta posição.

"Uma medalha olímpica é um desejo que quero realizar. No Japão foi tão perto", afirmou Medina. "Tive que esperar algum tempo e hoje tenho mais uma oportunidade. Eu realmente quero esta medalha", destacou.

Aos 30 anos, ele reforçou a importância que o pódio tem para qualquer atleta. "É algo muito grande. O mundo inteiro está de olho, e eu ainda não tenho (medalha olímpica). Seria um sonho realizar isso", contou.

Já Filipe Toledo, conhecido como Filipinho, faz sua estreia olímpica em Paris. "É algo que sempre almejei desde que foi anunciado que o surfe faria parte dos Jogos Olímpicos", afirmou o surfista, bicampeão mundial.

Para ele, a Olimpíada é o topo onde o surfe pode chegar. "Estou falando de visibilidade e do que ter uma medalha olímpica agrega no nosso currículo", disse ele.

Preparação

Filipinho abriu mão de disputar o Circuito Mundial em 2024. Na visão dele, a decisão o ajudará a chegar bem fisicamente e mentalmente para a disputa. O atleta antecipou sua chegada ao Taiti, onde acontecerão as provas do surfe, para se preparar melhor.

"Não deixei passar a oportunidade. Daqui quatro anos não sei onde vou estar e como vou estar. Cheguei no dia 12, um pouco antes de todo mundo. Aproveitei para descansar no Circuito Mundial e focar na Olimpíada", disse o surfista de 29 anos.

Durante o período sem competições, Filipinho aproveitou para realizar atividades desconectadas do surfe.

"Precisava deste tempo. Aos poucos este fogo de surfar foi voltando. Hoje me encontro preparado para surfar. Eu me dediquei bastante na parte física e mental, com tratamento psicológico e psiquiátrico", reforçou.

Mar já conhecido

As disputas olímpicas do surfe acontecem em Teahupoo. A praia também faz parte do Circuito Mundial. Gabriel Medina já esteve no pódio da etapa do Taiti seis vezes. O surfista afirmou que as condições são propícias ao seu estilo de surfar.

"É uma esquerda tubular, a minha onda favorita", disse ele. "Eu me divirto muito, ondas assim me desafiam", destacou Medina.

Além de Medina e Filipinho, João Chianca também representa o Brasil no surfe. Entre as mulheres, disputam a medalha olímpica Luana Silva, Tainá Hinckel e Tatiana Weston-Webb. Tati e Gabriel medina são favoritos à medalha pelo Time Brasil.

Com agência

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