Ouro em casa: Robson Conceição conquistou medalha inédita no Rio de Janeiro
Boxeador saiu das ruas de Salvador para vencer primeiro ouro olímpico no boxe

Há dez anos, Robson Conceição alcançava um feito inédito no Brasil. A infância nas ruas de Salvador não pareciam guardar a glória do ouro olímpico. No entanto, o pugilista alcançou o topo do monte olímpico no Pavilhão 6 do Riocentro.
Os Jogos Olímpicos no Brasil eram a terceira chance de Robson Conceição. O brasileiro, que foi eliminado logo na estreia em Pequim-2008 e Londres-2012, se superou no Rio de Janeiro.
Robson foi feirante, vendedor e ajudante de pedreiro. Quando criança, tinha o apelido de "Terror de Boa Vista", bairro onde cresceu na capital baiana.
O sonho do campeão olímpico era mais humilde: queria apenas ficar famoso como o tio Roberto. O irmão da mãe era conhecido pelas brigas nas ruas de Salvador.
A infância difícil e a tortuosa caminhada no esporte criaram casca no brasileiro. Ele chegou para os Jogos Olímpicos como vice-líder do ranking mundial na categoria.
Robson Conceição já havia sido ouro nos Jogos Mundiais Militares de 2011, prata no Mundial de 2013 e bronze no Mundial de 2015.
A disputa no Rio
A estreia quebrou a maldição das últimas duas edições de Olimpíada. Robson dominou o primeiro round contra Anvar Yunusov, do Tajiquistão. O segundo assalto não ocorreu, já que o adversário sofreu uma lesão na mão.
O adversário nas quartas de final foi Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão. O brasileiro confirmou a superioridade e venceu o combate por decisão unânime, sem dar chances ao adversário.
A semifinal foi contra um adversário encardido. O cubano Lazaro Alves já havia vencido Robson, mas a história seria diferente no Rio. O brasileiro venceu mais uma vez por decisão unânime e garantiu a vaga na final.
Embalado e 'nos braços do povo', Robson chegou à decisão contra o francês Sofiane Oumiha muito confiante. O roteiro de confronto foi semelhante: domínio com tranquilidade e vitória por 3 a 0. De forma unânime, Robson era ouro em casa.
Pós Rio-2016
Robson abandonou a 'carreira amadora' após o ouro olímpico. O brasileiro foi em busca de novos objetivos profissionais e estreou como profissional em novembro de 2016. Atualmente, soma um cartel de 21 vitórias e quatro derrotas.
Ele conquistou o título na categoria no peso pena da Conselho Mundial de Boxe. A última luta foi uma derrota pelo título dos pesos leves da Federação Internacional do Boxe.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



