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Rio-2016: fatos marcantes dos Jogos Olímpicos no Brasil

Competição voltou os olhos do mundo para o Rio de Janeiro durante o mês de agosto

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Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2016
Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 • Brazil Photo Press via AFP

Há 10 anos o icônico estádio do Maracanã recebia a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro foi o principal palco do mundo entre o dia 5 a 21 de agosto. Naquela edição, o Brasil conquistaria, até então, a melhor campanha da sua história na competição.

No total foram sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze. O Brasil terminou o quadro de medalhas na 13ª colocação. A competição, entretanto, teve outros destaques.

Os Jogos tiveram estreias marcantes, ouros históricos e até atleta mentindo para 'acobertar' confusão.

Ryan Lochte e o 'falso' assalto

Ryan Lochte, nadador dos EUA, chegou como uma das principais atrações da Olimpíada. Até então, já havia conquistado cinco medalhas de ouro, quatro de prata e três de bronze.

No Rio, a principal passagem foi fora das águas. O estadunidense afirmou ter sido vítima de um assalto quando voltava à Vila Olímpica após ir a uma festa. As investigações da polícia, no entanto, desmentiram a história contada pelo atleta.

Lochte se envolveu numa confusão, com outros três atletas, numa loja de conveniência de um posto de combustível. O nadador pediu desculpas e perdeu patrocínios. No Rio, conquistou um ouro no revezamento 4x200m livres.

Estreia da equipe de refugiados

A Olimpíada do Brasil marcou a estreia do Comitê Olímpico de Refugiados. Atletas que saíram dos seus países por guerras e perseguições puderam brilhar no palco esportivo mais importante do mundo.

Rose Lokonyen, atleta fundista refugiada do Sudão do Sul, foi a porta-bandeira da delegação que contou com 10 atletas em três esportes. A iniciativa seguiu nos Jogos Olímpicos e, em Paris-2024, foram 37 competidores em 12 esportes diferentes.

Na França, o grupo conquistou a primeira medalha na história. No boxe, Cindy Ngamba foi bronze.

Melhor campanha da história

O Brasil conquistou a primeira medalha logo no dia 5 de agosto. Felipe Wu conquistou a medalha de prata no tiro esportivo. Aquele seria o indício de uma caminhada histórica para os esportistas brasileiros.

Aquela se tornou, até então, a melhor campanha do Brasil nos Jogos Olímpicos. No total foram sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze. O Brasil terminou o quadro de medalhas na 13ª colocação.

A colocação ficou um pouco aquém da projeção da época feita por Marcus Vinícius Freire - então diretor executivo do COB. A ideia era que o Brasil terminasse no Top 10.

Ciclos brasileiros

A Olimpíada no Rio marcou a 'passagem de bastão' no esporte olímpico do Brasil. Nomes como Rebeca Andrade e Isaquias Queiroz fizeram a estreia na competição durante os eventos na capital carioca.

Por outro lado, foi o fim da carreira de nomes importantes na história brasileira. Danielle e Diego Hypólito, Yane Marques, Fabi Claudino e Sheilla, Sérgio Escadinha, Thiago Camilo e outros nomes encerraram a participação olímpica.

Bolt, uma lenda!

O homem mais rápido do mundo e um dos maiores atletas da história. O jamaicano Usain Bolt conquistou três ouros olímpicos e aumentou o total pessoal para oito.

Ele foi campeão olímpico dos 100 e 200 metros rasos, além da conquista no revezamento 4x100m. Uma das imagens marcantes, no entanto, veio na semifinal.

A superioridade era tão evidente que Bolt superou uma semifinal olímpica rindo. Durante os 100m, o jamaicano compartilhou uma risada com o canadense Andre De Grasse.

O monstro Phelps

Um dos maiores atletas da história, Phelps teve no Rio de Janeiro o ato final de uma carreira vitoriosa. Foram cinco medalhas de ouro e uma de prata na competição. Ele encerrou a carreira com 28 medalhas olímpicas, sendo 23 de ouro - ambos recordes.

Fair Play no atletismo

A prova dos 5000 metros, disputada no Estádio Olímpico Nilton Santos, reservou um dos momentos marcantes dos Jogos. A neozelandesa Nikki Hamblin foi agraciada com a medalha Pierre de Coubertin, que é concedida para atletas que representaram o espírito olímpico.

A atleta ajudou a americana Abbey D'Agostino após as duas caírem num encontrão durante a prova. Abbey se lesionou e, por duas vezes, Nikki parou a prova para ajudar a adversária. A neozelandesa incentivou a estadunidense a não desistir.

Abbey completou a prova e deixou o estádio de cadeira de rodas. As duas foram agraciadas com uma vaga na final da competição. Abbey, lesionada, não disputou. Nikki completou o percurso na última posição.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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