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Ouro em casa: Brasil bateu Itália para alcançar título 'improvável' no vôlei

Conquista, que completa dez anos nesta sexta-feira (21), foi marcada por idas e vindas

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Jogadores do Brasil no pódio olímpico
Jogadores do Brasil no pódio olímpico • JOHANNES EISELE / AFP

Uma geração desacreditada que superou obstáculos para conquistar o olimpo. Há 10 anos, no dia 21 de agosto de 2016, no Maracanãzinho, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei conquistava o tricampeonato olímpico.

Foi a última grande glória do país na competição. Acostumados com a competição, o Brasil vinha de uma sequência de três finais olímpicas: ouro em Atenas-2004, pratas em Pequim-2008 e Londres-2012.

A geração que buscava o primeiro ouro contou com um reforço do peso. Serginho, um dos melhores jogadores de todos os tempos, saiu da aposentadoria e retornou à Seleção aos 40 anos.

O espírito do líder, campeão olímpico, contagiou o grupo. A equipe oscilou durante a campanha, sofreu com lesões, mas terminou no topo do mundo pela terceira vez.

A disputa na Rio 2016

Giba, Dante, Rodrigão e Ricardinho estavam de fora. Sidão e Murilo se lesionaram e não reuniram condições de estar entre os convocados.

O Brasil oscilou e se renovou ao longo dos quatro anos, mas se manteve competitivo. A Liga Mundial de 2016 terminou com o vice-campeonato, mas com a sensação que o grupo poderia brigar pelo ouro olímpico, que não era alcançado há 12 anos.

Lucarelli apareceu como novidade. Wallace se tornou referência ofensiva. Serginho voltou com a mesma categoria de sempre. Os aguerridos Lipe e Maurício Souza, machucados, também apareceram ao longo dos jogos.

O Brasil venceu o México e o Canadá nas duas primeiras rodadas. Depois, foi superado por EUA e Itália, o que acendeu o alerta na equipe.

A partir daí, o grupo se encontrou e foi vencendo os adversários. França, Argentina e Rússia ficaram pelo caminho até à final.

A final marcou a revanche contra os italianos. A equipe fez jogo duro, mas foi superada por 3 a 0, no Maracanãzinho, para delírio dos torcedores, jogadores e comissão técnica.

O grupo campeão olímpico contou com: Bruninho e William Arjona (levantadores), Wallace e Evandro (opostos), Lipe, Douglas Souza, Lucarelli e Maurício Borges (ponteiros), Éder, Maurício Souza e Lucão (centrais); Serginho (líbero)

Pós Rio-2016

O ciclo olímpico começou com a troca do comando. Renan Dal Zotto assumiu o comando técnico, mas o Brasil sofreu com a renovação. A equipe ficou sem título Mundial e fora da fase final da Liga das Nações. A primeira conquista veio apenas em 2019, na Copa do Mundo.

A equipe ainda conquistou a Liga das Nações em 2021. O rendimento voltou a cair nos Jogos Olímpicos de Tóquio, disputados em 2021. A equipe caiu na semifinal após ter boa vantagem diante da Rússia. Perdeu também o terceiro lugar para a Argentina.

O novo ciclo foi novamente de muita dificuldade. O Brasil perdeu, em 2023, o primeiro Sul-Americano desde 1951. Foi prata para os argentinos. A oscilação voltou a ocorrer e, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, ficou de fora das semifinais pela primeira vez desde 2000.

O Brasil foi mal na VNL deste ano, mas tem a chance de se redimir. Se vencer o Sul-Americano, no Rio de Janeiro, conquista a vaga olímpica.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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