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O clube vive uma verdadeira dança das cadeiras no comando técnico, com mudanças frequentes e pouca continuidade no trabalho, reflexo de crises administrativas, políticas e técnicas.
Em 2021, quem iniciou a temporada foi Jair Ventura, no cargo desde agosto de 2020. Após um começo turbulento, ele foi demitido, dando lugar a Umberto Louzer, que também não resistiu à pressão e aos maus resultados, deixando o clube em agosto do mesmo ano.
Na sequência, o paraguaio Gustavo Florentín foi contratado com a missão de evitar o rebaixamento, mas não conseguiu impedir a queda para a Série B. Mesmo assim, permaneceu no comando para o início da temporada 2022, mas foi desligado após eliminação precoce na
Gustavo Florentín, ex-técnico do Sport
Gilmar Dal Pozzo foi a aposta seguinte, resistindo às críticas constantes da torcida entre março e junho de 2022. Seu substituto, Lisca, protagonizou uma das passagens mais curtas e polêmicas: ficou apenas 23 dias e quatro jogos, antes de pedir demissão para assumir o
O Sport então apostou no retorno de Claudinei Oliveira, mas o técnico também falhou na tentativa de recolocar o time na elite do futebol brasileiro, encerrando sua passagem em novembro de 2022.
Em 2023, o presidente Yuri Romão contratou Enderson Moreira, que fez a campanha mais longa do período, mas acabou sendo demitido em novembro, mais uma vez sem alcançar o objetivo do acesso.
Para 2024, a diretoria investiu em mais um estrangeiro, o argentino Mariano Soso, que, apesar de bons números, deixou o clube em julho. Logo depois, Guto Ferreira assumiu, mas durou apenas um mês.
Em setembro de 2024, o Sport apostou no português Pepa, que conquistou o tão sonhado retorno à Série A, além do título do
Pepa, ex-técnico do Sport
Seu substituto foi António Oliveira, também português, que registrou a pior campanha entre todos os 11 técnicos desde 2021: foram apenas quatro jogos, nenhum triunfo e um aproveitamento de 8,3%, o mais baixo da lista.
Veja o desempenho dos técnicos do Sport desde 2021
- Jair Ventura: 37% de aproveitamento (14 vitórias, 8 empates e 23 derrotas)
- Umberto Louzer: 39,3% (6 vitórias, 8 empates e 8 derrotas)
- Gustavo Florentín: 39,3% (10 vitórias, 9 empates e 14 derrotas)
- Gilmar Dal Pozzo: 52,3% (8 vitórias, 9 empates e 4 derrotas)
- Lisca: 50% (1 vitória e 3 empates)
- Claudinei Oliveira: 56,8% (9 vitórias, 2 empates e 6 derrotas)
- Enderson Moreira: 66,2% (39 vitórias, 16 empates e 12 derrotas)
- Mariano Soso: 57% (22 vitórias, 10 empates e 9 derrotas)
- Guto Ferreira: 26,6% (1 vitória, 1 empate e 3 derrotas)
- Pepa: 58,9% (21 vitórias, 6 empates e 12 derrotas)
- António Oliveira: 8,3% (1 empate e 3 derrotas)
Agora, o Sport inicia a busca por seu 12º treinador em pouco mais de três anos, tentando reverter o pior início de campanha de um clube na história do Brasileirão por pontos corridos e escapar de um novo rebaixamento.
O próximo técnico terá o desafio de assumir uma equipe na lanterna, com apenas três pontos em 11 jogos e sem nenhuma vitória nesta edição do torneio. A pausa no calendário para a disputa do