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'Não sei se sou o futuro da Seleção', diz Endrick após mais um gol no Pré-Olímpico

Jogador marcou na vitória de 2 a 0 sobre a Colômbia, nesta sexta-feira (26), e foi questionado se acha que será o camisa 9 do Brasil por muitos anos

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Endrick marca contra a Colômbia, pela Seleção Sub-23 no Pré-Olímpico, e comemora com foto da namorada Gabriely Miranda • Joilson Marconne/CBF

Centro das atenções na Venezuela, onde disputa o Torneio Pré-Olímpico com a Seleção Brasileira Sub-23, o atacante Endrick, de 17 anos, foi perguntado se acha que será o futuro do time principal do Brasil. E a resposta mostrou o motivo de ser considerado um atleta maduro, apesar da pouca idade.

"Vou repetir, não sei se sou o futuro da Seleção Brasileira, se o Andrey [Santos] é, o Mycael é. Não sei se vou estar vivo amanhã. Só Deus sabe quem é o futuro, trabalho agora para jogar bem na Seleção hoje. Queremos essa classificação para a Olimpíada", disse o jogador do Palmeiras e futuro atacante do Real Madrid.

A pergunta de um jornalista venezuelano foi baseada em recente resposta do técnico do time Sub-23, Ramon Menezes, que disse ver Endrick e outros atletas, como o volante Andrey Santos, do Nottingham Forest-ING, e o goleiro Mycael, do Athetico, como alguns que devem ter carreira na Seleção principal.

Endrick já fez dois gols no Pré-Olimpico, em dois jogos. O Brasil venceu a Bolívia na estreia, 1 a 0, e a Colômbia nesta sexta-feira (26), 2 a 0, com gol também de John Kennedy. Se bater o Equador na próxima segunda-feira (29), às 17h (de Brasília), em Caracas, o Brasil se garante no quadrangular final, que dará duas vagas a Paris-2024.

"O Equador é um time muito bom, não tem bola perdida, mas não acho que seja melhor do que o nosso. Vamos entrar em campo, sempre com os pés no chão, e ver o que vai acontecer", disse o atacante, que mais uma vez repetiu que sua referência é Cristiano Ronaldo, de 38 anos, atualmente no Al-Nassr, da Arábia Saudita.

Os equatorianos lideram o Grupo A com sete pontos, mas em três partidas. O Brasil tem seis, a Venezuela dois, a Bolívia um e a Colômbia zero, praticamente sem chance de classificação. Apenas os dois primeiros avançam para o quadrangular decisivo. O Brasil ainda joga no dia 1º de fevereiro contra a Venezuela.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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