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Endrick, aos 17 anos, deve ter primeira chance como titular da Seleção Brasileira

Atacante do Real Madrid tem dois gols pelo time principal do Brasil, mas saindo do banco de reservas; amistoso contra o México será neste sábado (8)

Endrick em entrevista à CBF TV em Orlando, concentração da Seleção Brasileira

Endrick foi inscrito na Copa América com a camisa 9 e, aos 17 anos, deve neste sábado (8) estrear como titular da Seleção Brasileira principal. O amistoso contra o México será disputado no Kyle Field, no Texas, nos Estados Unidos, às 22h (de Brasília) em preparação para o torneio continental, que será de 20 de junho a 14 de julho.

O atacante ex-Palmeiras, e agora jogador do Real Madrid-ESP, tem quatro jogos com o Brasil, todos saindo do banco de reservas. E são dois gols, ambos marcados já na era Dorival Júnior em março: um na vitória de 1 a 0 sobre a Inglaterra, no mítico estádio de Wembley, em Londres, e outro no 3 a 3 frente a Espanha, no Santiago Bernabéu, sua nova casa, em Madri.

Não é certo que Endrick será titular na Copa América. Dorival Júnior desenhou alguns cenários nos treinamentos desta semana em Orlando, base brasileira na preparação para a competição. Em uma delas, Endrick formou trio no ataque com Vinícius Júnior e Rodrygo, seus futuros companheiros de Real. Em outra, o treinador manteve a composição de seus primeiros jogos na Seleção, com Vini, Rodrygo e Raphinha.

Dorival pretende poupar titulares no amistoso contra os mexicanos. Mas mesmo se Endrick for considerado titular para a Copa América, ele deve começar jogando neste sábado porque o técnico quer observá-lo em ação desde o início, mesmo que em uma formação diferente da que será usada daqui algumas semanas.

A ideia de Dorival é dar chance e observar frente ao México atletas considerados reservas, como o lateral-esquerdo Guilherme Arana, do Atlético. O zagueiro Bremer, o lateral Yan Couto, o volante Andreas Pereira e os atacantes Pepê, Martinelli e Savinho também podem ter oportunidade.

O treinador pretende deixar seus jogadores considerados titulares descansando, principalmente Vinícius Júnior, Rodrygo e Eder Militão, que jogaram no fim de semana passado a final da Liga dos Campeões pelo Real Madrie, com vitória de 2 a 0 sobre o Borussia Dortmund-ALE, e se apresentaram apenas na quarta (5). Militão entrou apenas no finalzinho porque está retornando de grave lesão.

Com uma bolha no pé, o meia Paquetá também deve ser poupado. Na quarta-feira (12), no segundo e último amistoso preparatório para a Copa América, o Brasil enfrenta os Estados Unidos, em Orlando, e deve ter de volta a base titular imaginada por Dorival para a competição, e aí de fato ficará claro se Endrick será ou não a referência no ataque da Seleção na Copa América.

A estreia no continental será em 24 de junho, contra a Costa Rica, no SoFI Stadium, na região de Los Angeles. No Grupo D ainda estão Paraguai e Colômbia.

“Na Seleção Brasileira todos vão ser pressionados sempre. Quem ganhou em 94 e chegou na final de 98 foi criticado porque perdeu a final. Quem ganhou em 2002 e não foi bem em 2006 foi muito criticado. É a maior campeã, e os brasileiros só aceitam o título. Temos que estar preparados para isso. Não tem jeito”, disse Endrick sobre lidar com a pressão na Seleção Brasileira.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.