Diniz diz que chamará melhores na Seleção e evita discurso de ‘ciclo da Copa’

Com contrato curto, treinador não deve criar projeto de preparar jogadores para o próximo Mundial, em 2026; foco é imediato

Fernando Diniz foi apresentado nesta quarta-feira como o novo treinador da Seleção Brasileira

Com contrato até junho de 2024, Fernando Diniz disse que seu plano para a Seleção Brasileira é convocar os melhores jogadores para vencer o jogo seguinte. Ele foi apresentado nesta quarta-feira (5) como novo treinador do Brasil, com acordo por um ano - depois disso a CBF diz que o italiano Carlo Ancelotti será o novo comandante.

“A melhor maneira de conduzir a Seleção, para mim é essa: convocar os jogadores, os melhores jogadores, para ganhar o próximo jogo. Obviamente que você pode, nesse processo, convocar algum atleta para se ambientar com a Seleção, mas eu acredito que você tem que convocar o que tem de melhor”, disse o treinador.

Normalmente, quem assume a Seleção acerta para o chamado “ciclo da Copa do Mundo”, ou seja, com contrato até o Mundial seguinte. E é comum que o treinador faça um projeto visando que o time chegue 100% na competição, por isso testa muitos jogadores nesse processo.

Não é o caso de Diniz, já que a próxima Copa será em 2026 e, se acontecer o que a direção da CBF espera que aconteça, o treinador do Brasil na América do Norte será Ancelotti. Por isso, para Diniz, que conciliará com a Seleção seu trabalho atual no Fluminense, a Copa será sempre o jogo seguinte.

“Se tiver algum espaço para ir ambientando um ou outro atleta, pode ser até que aconteça. Mas o trabalho vai estar focado em ter os melhores. Temos a melhor matéria-prima de jogadores do mundo”, disse o treinador.

Fernando Diniz evitou falar sobre o italiano Carlo Ancelotti, que, segundo a CBF, tem acordo para assumir o time em meados do ano que vem, quando acabará seu contrato com o Real Madrid, da Espanha. O acordo do brasileiro é até junho de 2024.

Com Diniz farão parte da comissão técnica da Seleção o preparador físico Marcos Seixas e o auxiliar Wagner Bertelli. O auxiliar Eduardo Barros, cotado para também conciliar os trabalhos, pode ser o profissional que vai substituir Diniz no Fluminense quando ele estiver a serviço da CBF. A tendência é que Diniz convoque profissionais de outros clubes para fazer parte de sua comissão a cada Data-Fifa que for trabalhar.

O treinador comandará o Brasil em seis jogos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 (que será nos EUA, México e Canadá), entre setembro e novembro de 2023. E dois amistosos, em março de 2024, um confirmado contra a Espanha e outro que pode ser frente à Alemanha.

VEJA OS JOGOS QUE A SELEÇÃO FARÁ COM DINIZ ATÉ ANCELOTTI CHEGAR:

  • Setembro de 2023 - Bolívia (casa) e Peru (fora) - Eliminatórias Copa 2026

  • Outubro de 2023 - Venezuela (casa) e Uruguai (fora) - Eliminatórias Copa 2026

  • Novembro de 2023 - Colômbia (fora) e Argentina (casa) - Eliminatórias Copa 2026

  • Março de 2024 - Espanha (Madri) e provavelmente Alemanha - amistosos

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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