Defesa sólida
De acordo com ele, o time precisa ter uma defesa sólida para desempenhar bem no contexto da Terceira Divisão. Após sete jogos, o Alvirrubro é o sexto clube mais vazado da competição, com 10 gols sofridos - média de 1,4 por partida.
No entanto, isso não significa que o Alvirrubro será passivo diante dos adversários. Pivetti pretende implementar o que classifica como “zona pressionante” de marcação. Ou seja, o ato de pressionar o rival assim que perder a bola para recuperá-la o mais rápido possível.
“Sempre pauto pelo equilíbrio. Nesse contexto competitivo de Série C, precisamos ter uma defesa sólida. Dentro disso, precisamos ter conceitos bem definidos de marcação em bloco alto, médio e baixo, para que a gente monte um sistema consistente e sofra o mínimo de gols possíveis. Pauto uma marcação zonal, mas é uma zona pressionante. Queremos ter abordagens defensivas agressivas para que a gente possa ter condições de recuperar a bola o quanto antes”, explicou o comandante.
Equilíbrio
Não só de uma boa defesa vive um time de futebol. É por isso que Pivetti também explicou como deseja fazer o Náutico atacar. O treinador se colocou como alguém que valoriza a posse da bola, mas de modo objetivo.
“A primeira ação do jogador tem que ser jogar para frente, para podermos superar as linhas de marcação do adversário e criar as oportunidades de gol de maneira agressiva (...) Sou avesso a rótulos. Uma situação que não cola em mim é o rótulo de treinador reativo ou que proponha mais o jogo. O que quero o equilíbrio, que a equipe saiba bem o que fazer, com bola, sem bola, nas bolas paradas”, destacou.
Marcar gols, contudo, não tem sido um problema para o Timbu. São 12 tentos anotados na Série C, que tornam o time o quarto melhor ataque do certame. Inclusive, o Alvirrubro só deixou de balançar as redes em uma partida: contra o São José-RS, pela sétima rodada.
Bolas paradas
Outro ponto ressaltado pelo treinador foi o aproveitamento de bolas paradas, tanto na parte ofensiva quando na defensiva. Sem citar nomes, ele entende que há peças no elenco capazes de serem decisivas neste quesito específico.
“Bolas paradas definem jogo. Precisamos ter a defesa sólida nas bolas paradas defensivas. Aí entra a questão da organização e da agressividade. Do ponto de vista ofensivo, temos jogadores com facilidade na batida da bola e que atacam bem”, destacou.
Primeiro desafio
O primeiro desafio de Bruno Pivetti no comando do Timbu em 2024 será o jogo contra o Floresta-CE. Na próxima segunda-feira (17), as equipes se enfrentam no estádio dos Aflitos, no Recife, às 20h (de Brasília), pela oitava rodada da Série C.
De acordo com o treinador, apesar do tempo curto de trabalho até lá, a equipe tem que dar respostas imediatas. O Náutico ocupa, neste momento, a 11ª colocação da competição, com oito pontos - três a menos que o Figueirense, primeiro integrante do G8, e quatro a mais que o São José-RS, que abre a zona de rebaixamento.
“Vamos tentar implementar nossas ideias para alcançar oa resultado. O Náutico precisa dar uma resposta, vamos trabalhar muito, principalmente a questão mental dos jogadores. Temos que absorver essa pressão externa para que os atletas estejam mais confortáveis dentro de campo”.