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De acordo com nota oficial enviada à reportagem da Itatiaia, o Palmeiras tomou conhecimento através de notícias vinculadas na imprensa e avalia os próximos passos junto ao departamento jurídico. A Fictor tem acordo para pagar R$ 30 milhões anuais ao Verdão.
“O Palmeiras tomou ciência na manhã desta segunda-feira (2), por meio da imprensa, do pedido de recuperação judicial realizado pelo Grupo Fictor. O caso está sob análise do Departamento Jurídico do clube para que sejam adotadas as medidas pertinentes”, informou o Palmeiras.
No pedido da Fictor, a empresa alega ter uma dívida de R$ 4 bilhões e solicitou tutela de urgência para suspender as transações da financeira por um período inicial de 180 dias.
A instituição ganhou destaque em novembro do ano passado, quando tentou comprar o Banco Master dias antes do Banco Central
Como é o acordo entre Palmeiras e Fictor
Em março de 2025, o Palmeiras fechou acordo com o Grupo Fictor, que se tornou patrocinador máster das categorias de base e estampa as costas da camisa dos times masculino e feminino — acima da numeração e do nome dos jogadores e jogadoras.
O contrato é válido até o fim de 2027 e garante R$ 30 milhões anuais aos cofres do Verdão. O clube recebe aproximadamente R$ 170 milhões anuais em valores fixos entre todos os acordos comerciais pela camisa.
Empresa pede recuperação judicial
A Fictor afirma que o pedido de recuperação judicial está relacionado à tentativa frustrada do Master e a repercussão negativa da operação anunciada e não concluída.
“O pedido de recuperação judicial é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.
A Polícia Federal apura um sistema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrada pelo Banco Master e fundos de investimento que funcionavam como laranjas para Vorcaro e seus sócios. A instituição inflava valores artificialmente e promovia pagamentos a investidores com baixa liquidez.