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Dirigente do Palmeiras é direto sobre redução de estrangeiros: 'Não acredito muito'

Coordenador das categorias de base do clube, João Paulo Sampaio opina sobre medida da CBF que visa favorecer jogadores formados no país; redução será gradual até 2030

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Estêvão recebe placa das mãos de João Paulo Sampaio e Leila Pereira antes de jogo do Palmeiras
JP Sampaio e Leila Pereira ao lado de Estêvão, uma das grandes revelações do Palmeiras • Divulgação/Palmeiras

Coordenador das categorias de base do Palmeiras, João Paulo Sampaio afirmou que não acredita que os jogadores estrangeiros estão necessariamente tirando espaço de atletas brasileiros formados nos clubes do país.

Segundo o dirigente, em entrevista concedida nesta segunda-feira (28), a redução da permissão de estrangeiros relacionados por partida é um "primeiro passo" que precisa ser acompanhado de novas medidas. Atualmente, são permitidos nove estrangeiros por jogo — a proposta prevê uma redução gradual, ano a ano, que chegue a cinco "gringos" em 2030.

"Estão falando tanto que o estrangeiro está diminuindo espaço dos jogadores formados. Eu não acredito, particularmente, muito nisso. Como CNPJ tenho que ir a favor, mas a gente tem que entender os caminhos de agora em diante, já que deu esse primeiro passo. Tomara que tenhamos mais coragem, decisões como essa a favor da formação. Foi um primeiro passo, mas tem muitos outros que temos que discutir aqui de critérios e regras que façam o futebol brasileiro ter mais jogadores formados em casa e jogando", disse JP Sampaio, ao canal Quadrado Mágico.

"Não é só essa proibição. Tem que ser uma regra maior para a gente colocar em todos os clubes. Aí sim, acho que teremos uma formação melhor no Brasil quando essas regras forem implementadas", completou o dirigente do Palmeiras. O clube votou a favor da medida.

João Paulo Sampaio reforçou que são necessárias mais medidas para melhorar a formação do jogador brasileiro.

"Foi o cartão de visita para a CBF falar que está preocupada com a formação. Falamos sobre formação desde 2014, no 7 a 1. A CBF agora falou que vai tomar algumas decisões, a primeira foi essa. Temos que entender, como clube e formador, mas também sabemos que há muito mais coisa a se fazer. Mais critérios e caminhos mais importantes para formar, que é minha especialidade", acrescentou.

Palmeiras quer outras medidas da CBF

O Palmeiras também discute com a CBF mudanças nas regras para transferências domésticas durante o Campeonato Brasileiro e a criação de mecanismos para proteger jovens jogadores do assédio de clubes europeus.

Atualmente, um jogador que disputa 12 partidas pelo Campeonato Brasileiro não pode mais atuar por outro clube da mesma divisão na competição. O Palmeiras entende que a regra deve ser revista para ampliar as possibilidades de movimentação de atletas durante o torneio, especialmente com a restrição de estrangeiros.

O clube também defende uma mudança na legislação para permitir que atletas de 16 anos possam assinar contratos de cinco anos com suas equipes formadoras. Atualmente, nessa idade, o vínculo pode ter duração máxima de três anos.

A medida é vista pelo Palmeiras como uma forma de ampliar a capacidade dos clubes de manter suas principais promessas por mais tempo e reduzir o impacto do assédio de equipes europeias.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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