Palmeiras tem posição sobre redução de estrangeiros e conduz nova conversa com CBF
Verdão votou favoravelmente à medida proposta pela Confederação Brasileira de Futebol que determina a redução da permissão de estrangeiros por jogo; ainda há mais demandas do Palmeiras

O Palmeiras votou favoravelmente à redução de estrangeiros relacionados por jogo no futebol brasileiro e definiu um posicionamento sobre a questão. Em paralelo, o clube conversa com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo fim do limite de partidas para permitir uma transferência interna.
A análise do Palmeiras está alinhada com a da CBF: que a restrição de estrangeiros deve estimular que os times invistam mais na formação de novos atletas e deem oportunidades aos jovens na equipe principal.
Apesar de algumas ressalvas e receios sobre o futuro, como um possível inflacionamento do mercado interno, o Palmeiras entende que a medida pode fazer bem ao futebol brasileiro. Atualmente, são permitidos nove estrangeiros relacionados por jogo — a medida prevê uma redução gradual, ano a ano, que chegue a cinco "gringos" em 2030.
O Palmeiras tomou a decisão de votar favoravelmente com alegação de benefícios coletivos. Além disso, como o clube está organizado financeiramente e já tem uma política de uso constante de jogadores da base, existe a análise de que conseguirá se adaptar bem, apesar de ter contratos longos em vigor com atletas estrangeiros.
Outra mudança que precisará acontecer é a opção por buscar reforços no Brasil em vez de atletas de fora, além de analisar com cuidado as propostas futuras por jogadores estrangeiros doa atual elenco.
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Palmeiras quer outras medidas da CBF
O Palmeiras também discute com a CBF mudanças nas regras para transferências domésticas durante o Campeonato Brasileiro e a criação de mecanismos para proteger jovens jogadores do assédio de clubes europeus.
Uma das reivindicações é o fim do limite de jogos para transferências entre equipes da Série A. Atualmente, um jogador que disputa 12 partidas pelo Campeonato Brasileiro não pode mais atuar por outro clube da mesma divisão na competição. O Palmeiras entende que a regra deve ser revista para ampliar as possibilidades de movimentação de atletas durante o torneio, especialmente com a restrição de estrangeiros.
O clube também defende uma mudança na legislação para permitir que atletas de 16 anos possam assinar contratos de cinco anos com suas equipes formadoras. Atualmente, nessa idade, o vínculo pode ter duração máxima de três anos.
A medida é vista pelo Palmeiras como uma forma de ampliar a capacidade dos clubes de manter suas principais promessas por mais tempo e reduzir o impacto do assédio de equipes europeias.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.



