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Ronaldo, o Cruzeiro precisa definir qual é a sua casa

Sob tutela de Ronaldo, Cruzeiro ainda não definiu a sua casa em 2023

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Elias, Ronaldo e Gabriel Lima assistiram jogo contra o América, em Brasília
Elias, Ronaldo e Gabriel Lima assistiram jogo contra o América, em Brasília • Staff Images/Cruzeiro

De volta à elite do futebol brasileiro após três temporadas, o Cruzeiro tem dado as caras neste início de ano com um desempenho irregular e muito aquém das expectativas do torcedor. 

Embora esteja em processo de profunda reconstrução, o time de Paulo Pezzolano "patinou" em quase todos os jogos da fase de grupos do Estadual. Inclusive, o duelo contra o Democrata-SL só não se tornou ainda mais dramático pela ajuda do América, que, curiosamente, é o próximo adversário. 

Tratada como obrigação na Toca, a classificação livrou o clube de um vexame, mas não deixou de escancarar problemas dentro e fora de campo.

Impulsionado pela Nação Azul durante a campanha excepcional na Série B, o Cruzeiro precisa definir, com urgência, qual será a sua casa em 2023. Em queda de braço com o Mineirão, a diretoria celeste estabeleceu o Independência como prioridade. Contudo, além da insatisfação dos sócios e do público em geral com o Horto, o confronto contra o América pela semifinal do Mineiro não poderá ser no estádio. 

"Aliada histórica" da Raposa, a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, foi a opção escolhida para sediar a partida mais importante para o Cruzeiro. Na Grande BH, o elenco terá que dar respostas diante de um time organizado, entrosado e que elevou o nível técnico nos últimos dois anos. Por outro lado, as duas melhores atuações na temporada foram justamente em ‘provas de fogo’ contra América, no Mané Garrincha, e Atlético, no Independência.

Com a terceira melhor média de público do Brasil em 2022 - atrás apenas de Corinthians e Flamengo - o Cruzeiro contou com o Mineirão lotado o ano inteiro. Mas é preciso que, com peças novas, o torcedor se sinta identificado com a montagem do elenco e com as decisões tomadas fora das quatro linhas. Hoje, isso não está acontecendo.

Jogar em Cariacica para pouco mais de 6 mil pessoas em um duelo que vale classificação não corresponde à grandeza do Cruzeiro. Para piorar, o Democrata-SL, equipe mais frágil do Mineiro, estava desmontado com as quatro dispensas feitas horas antes do jogo. Isso deve ser levado em consideração. 

Sem nomadismo, sob a tutela de Ronaldo, ou o Cruzeiro define a sua casa ou terá que encontrar novos rumos dentro e fora de campo, especialmente com a falta de paciência dos torcedores.

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Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.

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