Rafael Cabral vê chance real de Cruzeiro brigar por Copas em 2024
Em entrevista ao programa Bastidores, da Itatiaia, Cabral destacou que o projeto de recuperação do clube, feito pela gestão da SAF, previa objetivos progressivos. E está sendo cumprido à risca

Depois do acesso em 2022 e de se estabilizar na Série A em 2023, o Cruzeiro tem objetivos mais ousados para esta temporada, quando será dirigido por Nicolás Larcamón. O calendário prevê quatro competições: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro. O goleiro e capitão Rafael Cabral vê potencial de o time brigar principalmente pelos títulos dos torneios de mata-mata.
Em entrevista ao programa Bastidores, da Itatiaia, Cabral destacou que o projeto de recuperação do clube, feito pela gestão da SAF, previa objetivos progressivos. E está sendo cumprido à risca.
“Tudo que aconteceu no ano passado (2023) e no primeiro ano (2022) é muito normal. Nós estamos falando de um dos maiores clubes do Brasil, um clube que está acostumado a vencer, que é o maior campeão da Copa do Brasil, que tem duas Libertadores, quatro Brasileiros, 31 estaduais. Nós queremos que isso aumente e sabemos que a expectativa do torcedor é enorme. É como nós atletas, quando a gente vem para um clube como esse, a gente quer ser campeão. Ninguém quer jogar brigando para não cair ou brigando por coisa pequena”, disse.
Por mais que o Cruzeiro tenha passado sustos em 2023 e tenha brigado contra o rebaixamento, os objetivos estabelecidos pela diretoria foram cumpridos: manter-se na elite nacional e voltar às competições sul-americanas.
Agora, em 2024, é hora de ousar um pouco mais nas ambições, reforçou o goleiro. “Teve determinado momento da temporada que o resultado poderia ter sido melhor. E isso é responsabilidade de todos nós. Talvez a gente poderia ter brigado por coisa um pouco maior se tivesse tido um ano mais tranquilo. No final, nós conseguimos os objetivos e agora é seguir o cronograma, vamos dizer assim, que é terminar melhor no Campeonato Brasileiro e aí na Copa do Brasil e principalmente Copa Sul-Americana chegar nas fases finais e brigar por título, que é o que nós queremos”, disse.
“Esse é o projeto do clube, e nós vamos correr atrás disso. Falando para o torcedor, é isso. Ninguém quer jogar para ficar caindo, para brigar para não cair, nós queremos brigar para ser campeão, e acho que este ano, nas competições de mata-mata, nós vamos entrar muito forte”, completou.
Sinergia com a torcida
Rafael Cabral destacou ainda a necessidade de o time de 2024 gerar na torcida a mesma empolgação que proporcionou em 2022, ano do acesso.
“Em relação ao que a gente quer para 2024, estou falando pessoalmente. eu, Rafael, eu quero primeiro que o torcedor se sinta representado com a gente, dentro de campo. Foi aquilo que eu vivi em 2022 e que em 2023, não. Isso é responsabilidade nossa, como atleta, de fazer a torcida lotar o estádio, como lotou, mas de assistir ao jogo e se sentir mais representada. Isso nós temos que resgatar. (...) E ser um ano que num contexto geral devemos brigar muito, competir, e que o torcedor tenha o prazer de pagar ingresso, lotar o estádio, comprar camisa”, disse.
“Vestimos a camisa do Cruzeiro, e o Campeonato Mineiro é uma competição em que a gente tem que entrar forte para disputar, tentar ser campeão, para dar a vida, porque é importante pra gente vencer. São títulos que marcam. Campeonato Brasileiro é entrar forte, jogar bem, não sofrer e brigar lá na primeira página. Esse é o nosso objetivo. Na Copa do Brasil, brigar forte, e na Copa Sul-Americana a gente vê, historicamente, que os times que chegam nas finais são times que estão ali no meio da tabela do Campeonato Brasileiro. Então, isso não é uma coisa louca de se dizer, que nós queremos brigar pelo título da Copa Sul-Americana”, concluiu em participação no Bastidores da Itatiaia.
Repórter do 'Seu nome, seu bairro' na Itatiaia.
Emerson Pancieri é setorista do Cruzeiro na Rádio Itatiaia, onde atua desde 2016 e acumula coberturas especiais, como os Jogos Olímpicos de Paris. Graduou-se em Jornalismo pela Newton Paiva, em 2009. Passou também por Transamérica, O Tempo, Band News, Rádio Globo e CBN (onde foi setorista do Cruzeiro de 2012 a 2016 e cobriu o bicampeonato brasileiro 2013 e 2014, além da Copa do Mundo no Brasil).
Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
Gerente de Jornalismo e Esporte Digital da Itatiaia. Construiu sua carreira no jornalismo online, desde 2000. Grande experiência como repórter, editor-chefe e coordenador. Na Itatiaia, ajudou a criar o projeto digital Itatiaia Esporte (portal e redes). Antes, passou por Superesportes, Estado de Minas, TV Alterosa, Veja BH e Canal 23.



