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CEO do Cruzeiro critica gestora do Mineirão: 'Não há interesse em ter futebol'

Gabriel Lima afirmou que o clube celeste busca uma 'convivência harmônica entre os eventos de música e o futebol' da Minas Arena

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Gabriel Lima, diretor-executivo do Cruzeiro, durante audiência pública na Assembleia de Minas
Gabriel Lima, diretor-executivo do Cruzeiro, durante audiência pública na Assembleia de Minas • Daniel Protzner/Assembleia Legislativa de Minas Gerais

CEO do Cruzeiro, Gabriel Lima criticou, na tarde desta terça-feira (4), a Minas Arena, concessionária responsável pela administração Mineirão.

Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, o dirigente do clube celeste afirmou que “não há interesse” por parte da empresa em “ter futebol”.


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“Fizemos uma série de propostas para Egesa, Hap, Construcap, as construtoras que formam o consórcio. Todas elas seguindo padrões mínimos do que é praticado em estádios cedidos ao redor do mundo. Nenhuma foi aceita, eu não sei explicar o porquê. Me parece que não há qualquer interesse em ter futebol no estádio”, disse o CEO.

“Ao longo do ano passado, apresentamos uma outra proposta que trazia um operador máster renomado para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Reduzia o aporte do governo, reconhecia o Cruzeiro e a sua importância na sua receita, e garantia para a Minas Arena pelo menos o mesmo valor faturado em 2022. Não foi aceito”, completou.

A audiência pública desta tarde discutiu o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) firmado entre o Governo do Minas e a concessionária que administra o Gigante da Pampulha.

Além de membros da diretoria celeste e de Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena, participaram do encontro deputados estaduais e representantes de Atlético e Federação Mineira de Futebol (FMF).

'Convivência harmônica' com eventos

Gabriel Lima também afirmou que o Cruzeiro não é contra eventos da indústria do entretenimento no Mineirão. Para o dirigente, é necessário uma "convivência harmônica" para que o estádio possa receber partidas.

"Não somos contra a realizações, queremos a convivência harmônica entre os eventos de música e o futebol e, principalmente, esse histórico estádio que pertence ao cidadão mineiro, possa ser utilizado na sua plenitude", afirmou.


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