Aos 30 anos, o meia Valdívia vive um dos melhores momentos de sua carreira. Defendendo o Jeonnam Dragons, da Coreia do Sul, o ex-jogador do Atlético acumula números impressionantes em 2025: são 10 gols e seis assistências em apenas 19 jogos, desempenho que o coloca entre os principais nomes da K League 2, a Segunda Divisão do país.
O bom momento, no entanto, não é novidade. Desde sua chegada ao futebol sul-coreano, em 2023, Valdívia vem se destacando. Em sua temporada de estreia, foi eleito um dos melhores jogadores da liga, terminando como vice-artilheiro com 14 gols e liderando o ranking de assistências, com 15 passes decisivos em 36 partidas.
Em 2024, manteve o alto nível: balançou as redes 12 vezes e deu seis assistências em 35 jogos, consolidando sua importância para o time e para a competição.
Com regularidade e protagonismo, Valdívia alcança, pelo terceiro ano consecutivo, a marca de pelo menos 10 gols por temporada — um feito notável para um meio-campista.
Carreira de Valdívia
Nascido em Jaciara, no Mato Grosso, Valdívia iniciou no futsal, atuando pelo Rondonópolis. Aos 14, se transferiu para o
Valdívia chegou a se destacar no time principal, vencendo
Promovido ao elenco principal, virou figura carismática e irreverente nas redes sociais, popularizando o apelido “Pokopika” com bordões, memes e interações com torcedores.
Em 2016, sofreu uma grave lesão no joelho, que o tirou das Olimpíadas do Rio e acabou por afetar sua trajetória no Beira-Rio. Quando o Internacional foi rebaixado naquele ano, Valdívia já estava fora de forma e perdeu espaço
Em 2017, foi emprestado ao Atlético. Atuou como reserva em boa parte dos 33 jogos e marcou apenas dois gols. O desempenho ficou abaixo das expectativas. No ano seguinte, acertou empréstimo com o São Paulo para a temporada, sem grande impacto.
Ainda em 2018, foi emprestado ao Al‑Ittihad, da Arábia Saudita, por uma temporada. Em 2019, retornou ao Brasil atuando pelo Vasco , mas não conseguiu se firmar no clube.
Em dezembro de 2019 assinou com o Avaí — acabou sendo um dos “heróis do acesso” à Série A, ao participar decisivamente no jogo que garantiu a volta do time à elite em 2022. Porém, mesmo em 2021, na Série B, entrou em campo 50 vezes, mas só foi titular 14 jogos.
No início de 2022, retornou ao Mato Grosso e voltou a jogar no Cuiabá e teve o contrato rescindido antes do tempo previsto.