Atlético ainda sonha com o título? Rodrigo Caetano revela meta do Galo
Time tem rendimento de 71,79% nas últimas três partidas pelo Brasileirão e conseguiu compensar início ruim no torneio

O Atlético encara o América neste sábado, às 19h30 (de Brasília), no Parque do Sabiá, em Uberlândia, para manter o embalo nesta reta final de Campeonato Brasileiro e tentar chegar à quarta vitória seguida. A sete pontos de distância do líder Botafogo, o Galo, quinto colocado, tem sete jogos pela frente para tentar a melhor campanha possível. Diretor executivo do Galo, Rodrigo Caetano falou à Itatiaia se o grupo ainda sonha com o título.
"Se a gente tivesse tido resultados melhores naquela sequência de nove jogos sem vencer, talvez hoje poderíamos olhar, realmente, para um lugar melhor na tabela. Mas o nosso foco, hoje, é: o máximo que pudermos, nas próximas rodadas, se distanciar do 7º colocado, para que a gente esteja numa situação melhor no G6 e aí, obviamente, ver a pontuação que vamos conquistar para, quem sabe, garantir uma vaga direta (na Libertadores)”, disse.
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“Mas nosso momento segue sendo de recuperação em função daquele início ruim", completou Rodrigo Caetano, referindo-se à série inicial do trabalho de Luiz Felipe Scolari.
Felipão só conseguiu vencer seu décimo jogo à frente do Galo. No período de nove partidas de jejum, dois foram pela Copa Libertadores e sete pelo Campeonato Brasileiro. Na “série doméstica”, pela Série A, o time acumulou quatro derrotas e três empates. O rendimento foi de apenas 14,28%.
Depois daquele período ruim, o time finalmente reagiu. Desde então, em 13 apresentações, o Atlético conseguiu nove vitórias, um empate e só foi batido três vezes, para Vasco, Coritiba e Cruzeiro. O aproveitamento no período é de 71,79%.
"A parte mental, o trabalho mental no momento difícil, foi fundamental para virar aquela chave. Não é fácil você jogar a 10ª partida com nove jogos sem vencer, como foi naquele jogo no Morumbi (vitória por 2 a 0 sobre o Atlético). Mesmo que tenhamos outras derrotas, o índice de aproveitamento é extremamente elevado para um torneio como o Brasileiro. Isso teve uma participação decisiva do ambiente. Se nosso ambiente não fosse bom, por mais que tivéssemos um elenco de alto nível, de qualidade, era muito difícil reverter", disse Caetano.
Em relação ao ambiente, o diretor executivo atribuiu os méritos a Felipão. O treinador de 74 anos usou sua experiência para fazer todo mundo se motivar.
"A participação do Felipão foi fundamental pela experiência, pelo conhecimento, por passar essa segurança para os jogadores. E principalmente naquele novo momento de jogo dele, que já deu certo em outras equipes e daria no Galo também. Foi o que aconteceu. Os jogadores compraram a ideia, acreditaram, e a verdade é que, mesmo com desfalques, a gente mostrou a força do elenco. Muitos que entraram não eram utilizados no primeiro semestre ou com o antigo treinador. Felipão faz justiça".
Túlio Kaizer é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte e tem grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.
Repórter setorista do Atlético, na Radio Itatiaia.

