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70 anos: como seria acordo entre América e fundo árabe pelo Independência

Clube recebeu proposta pela venda de 80% da SAF, com promessa de investimento mínimo de R$ 800 milhões

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Arena Independência, em Belo Horizonte
Arena Independência, em Belo Horizonte • Mourão Panda / Studio Panda / A

Em negociações pela venda da SAF, o América recebeu parecer técnico-jurídico negativo após apreciação do Memorando de Entendimentos (MoU) apresentado pela Global Seven Eleven Energy Oil FZ-LLC - fundo árabe ligado à exploração de petróleo. 

Dentre um dos pontos apontados pelo parecer está a avaliação negativa do acordo entre o clube e os possíveis investidores pela exploração da Arena Independência. 

Isto porque uma das cláusulas aponta, como ato integrante do fechamento da operação, a celebração de contrato de cessão do Independência pelo América (associação) em favor da SAF, pelo prazo de 35 anos, automaticamente prorrogável por mais 35 anos, o que totalizaria 70 anos. 

Divisão dos resultados econômicos

O contrato de cessão tem como condição a previsão de que os resultados econômicos líquidos com a exploração do estádio sejam distribuídos na proporção de 50% para cada uma das partes - investidores e América. 

De acordo com o documento, todas as obrigações em relação ao Independência, como investimentos, manutenção, operação e exploração, seriam de responsabilidade exclusiva dos investidores. 

Não foi apresentado um plano de investimento mínimo, que seria debatido apenas antes da assinatura de Documentos Definitivos.

Construção de um Museu do América

A oferta dos árabes também se refere à construção de um Museu do América. Segundo consta em documento, as partes estipulariam, no momento da confecção dos Documentos Definitivos do acordo, a obrigação dos investidores em promover a construção de um museu em homenagem à centenária história do América. 

O espaço seria implantado na Arena Independência, com especificações técnicas e condições a serem definidas entre as partes. O valor do investimento destinado à construção do espaço seria limitado a R$ 13 milhões.

Sugestões do parecer técnico-jurídico

O parecer técnico-jurídico sugeriu dez pontos chamados de “inegociáveis” para a apresentação de uma contraproposta. Além disso, foi recomendada a não assinatura do MoU.

Dentre eles, destacam-se: pedido de aquisição escalonada das ações, garantias reais e bancárias, marcos anuais auditados, permanência do CT de Santa Luzia com o clube e sugestão de um novo acordo para a exploração do Independência. 

A recomendação foi de um acordo de exploração do espaço por dez anos, valor mínimo anual, vedação no rateio de despesas e auditoria permanente. 

Foi sugerida a manutenção das conversas com os possíveis investidores, mas com uma apresentação de contraproposta.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.

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