Torcedores do Remo enfrentam 52 horas de ônibus para acompanhar jogo contra o Atlético

Centenas de pessoas vieram de Belém, do Pará, para a Arena MRV, e tiveram desafios no meio do caminho

Torcida do Remo ocupa as arquibancadas da Arena MRV, em Belo Horizonte

A paixão pelo Remo motivou centenas de torcedores a enfrentarem 52 horas de caravana, de Belém a Belo Horizonte, para acompanhar o confronto contra o Atlético, nesta quarta-feira (11), pela Série A do Campeonato Brasileiro. No caminho, precisaram lidar com os desafios de uma longa viagem de ônibus.

Muitos dos presentes deixaram a capital paraense logo após o clássico contra o Paysandu, realizado no último domingo (8).

À Itatiaia, o torcedor Igor contou que também esteve presente no primeiro jogo do clube em seu retorno à elite do futebol brasileiro, contra o Vitória, em Salvador. Ao comentar sobre o tempo na estrada, admitiu as dificuldades enfrentadas.

Igor, torcedor do Remo que enfrentou 52 horas de ônibus

“Foi complicado. A gente passou por muita dificuldade na estrada. É praticamente uma semana de viagem, somando ida e volta. Duas semanas atrás eu estava em Salvador. Belém é longe de tudo, então também foi uma semana por lá. Fiquei uma semana em Belém e agora mais uma viajando, virando noite. Vamos chegar lá entre sexta e sábado”, relatou.

Apesar dos obstáculos, Igor garante que a paixão pelo Leão do Norte compensa qualquer sacrifício. Segundo ele, se não fosse a distância, ainda mais remistas estariam presentes nos estádios pelo país.

“A torcida do Sul e Sudeste viaja e gasta duas, três horas. A gente mora no Norte, é muito distante. Tem gente aqui que trabalha, precisa dar atestado, reorganizar a vida. Isso dificulta tudo. Quem está aqui desenrolou muita coisa para poder vir. E tem muita gente que queria estar, mas não consegue por causa dessa dificuldade”, afirmou.

Torcida do Remo se fez presente na Arena MRV, nesta quarta-feira (11), em Belo Horizonte

Belém e Belo Horizonte estão separadas por 2.745 quilômetros. Para Filé, torcedor que vive em Minas Gerais, a distância ajuda a dimensionar o tamanho do amor pelo clube.

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“Onde o Remo estiver, nós vamos estar. Pode ter certeza disso. O Remo nunca vai estar sozinho. Onde o Remo jogar, a gente vai estar presente. A remoçada vai estar em qualquer lugar. Isso aqui é prova disso”, disse, citando Igor como exemplo.

O Remo retornou à Série A após 32 anos. A última participação do Leão do Norte na elite do Campeonato Brasileiro havia sido em 1994 — quando muitos dos torcedores presentes na arquibancada sequer tinham nascido.

“Eu não posso garantir que a gente vai ganhar todos os jogos. Mas posso garantir uma coisa: onde o Remo estiver, a torcida vai estar junto. Na Série A, na Série B, nada muda. A gente vai estar presente”, finalizou Igor.

Como chegam Atlético e Remo para o jogo

Empatados com um ponto conquistado, Atlético e Remo buscam a primeira vitória no Brasileirão. O Galo empatou com o Palmeiras e perdeu para o RB Bragantino nos primeiros dois jogos. Já o Remo foi derrotado para o Vitória e empatou com o Mirassol.

Assim sendo, a partida desta quarta-feira (11), pode ser um divisor de águas para ambos os os times na competição.

Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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