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Técnico do Vitória, Condé revela já ter dito 'não' ao Cruzeiro; entenda

Treinador mineiro foi convidado em 2020 para ser o auxiliar-técnico fixo do Cruzeiro, mas optou por dirigir o Sampaio Corrêa

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Léo Condé, técnico do Vitória
Léo Condé, técnico do Vitória • Victor Ferreira/Vitória

Técnico líder da Série B do Campeonato Brasileiro, Léo Condé, natural de Piau-MG, vive o melhor momento da sua carreira à frente do Vitória. Aos 46 anos, caminha a passos largos para recolocar o Leão de voltar à Série A. Em entrevista à Itatiaia, o treinador falou do seu momento atual à frente da equipe baiana e também recordou a sua passagem pelo futebol mineiro. Numa das passagens, revelou já ter sido procurado pelo Cruzeiro, em meados de 2020. Recusou a oferta.


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Acumulando muitas trocas de treinador entre 2019 e 2021, o Cruzeiro teve em mente a ideia de contratar um auxiliar-técnico fixo para o clube. O nome: Léo Condé. O treinador, então no Sampaio Corrêa, optou por seguir a carreira de treinador titular.

Léo Condé foi procurado por Pedro Lourenço, um dos investidores da SAF do Cruzeiro. Dono dos Supermercados BH, o empresário, que investiu R$ 100 milhões na SAF cruzeirense, foi quem teve a ideia e foi em busca de Condé.

"Realmente, tenho uma boa relação com o Pedrinho. Trabalhei com ele quando era dirigente, investidor do Villa Nova, de Nova Lima. Fui treinador na ocasião desse projeto. A gente criou uma boa relação e, naturalmente, a gente acaba se afastando um pouco. Saí de Minas Gerais em 2015, já são praticamente nove anos trabalhando fora do mercado mineiro, a gente acaba perdendo um pouco de contato, mas fui procurado pelo Pedrinho para exercer uma função de auxiliar permanente", contou Condé à Itatiaia.

"Expliquei a ele que a minha pretensão naquele momento que fui procurado era de continuar a trabalhar como treinador. Dirigi o Sampaio Corrêa na ocasião, disputando a Série B do Campeonato Brasileiro", acrescentou Léo Condé.

O técnico tem bom histórico atuando no interior do estado, principalmente com a Caldense, quando chegou a ser vice-campeão mineiro em 2015. Recentemente, alguns treinadores da geração de Condé, caso do Felipe Conceição, por exemplo, e do Enderson Moreira chegaram a ter oportunidade de treinador o Cruzeiro. Condé, entretanto, sem fazer acenos, afirmou que nunca recebeu convite igual.

"A minha iniciação foi praticamente toda no futebol mineiro. Trabalhei por muitos anos na categoria de base do América e, posteriormente, no Atlético, e tive a oportunidade de conviver com vários bons profissionais, acrescento Ney Franco, Marcelo Oliveira, que também são profissionais vitoriosos no futebol brasileiro. Nesse momento que você citou, não fui procurado por ninguém do Cruzeiro. Apenas numa situação anterior a essa para exercer outra função [de auxiliar]", disse.

Por fim, questionado se deseja ainda voltar a Minas Gerais para treinar uma das forças da capital, deixou as portas abertas, mas destacou que está muito feliz no Vitória.

"Futebol mineiro é a minha raiz, onde eu iniciei os trabalhos nas categorias de base de América e Atlético. Depois dirigi várias equipes do interior: Tupi, Caldense, Villa Nova, Ipatinga, tenho muito apreço pelo futebol mineiro. Como profissional do futebol, a gente, claro, sabe do que representa o Atlético, o Cruzeiro e o América para o futebol nacional, mas hoje estou extremamente satisfeito aqui no Vitória, muito feliz pelo trabalho que venho sendo desenvolvido e com a cabeça 100% voltada para este trabalho no Vitória", pontuou.

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Jornalista, natural do Recife, é atualmente correspondente do portal Itatiaia Esporte na região Nordeste. Com mais de uma década de experiência no jornalismo esportivo, tem passagens pela Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, Superesportes e NE45. Em Portugal, trabalhou por O Jogo e Sport Magazine.

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