Sport paralisa obras na Ilha do Retiro após punição do STJD; entenda
De acordo com o presidente Yuri Romão, clube vai precisar se readequar financeiramente após determinação de jogos com portões fechados

Após a punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo atentado contra o ônibus do Fortaleza, o Sport paralisou as obras no gramado da Ilha do Retiro. A informação foi publicada inicialmente pela Rádio Jornal e confirmada pela Itatiaia com o presidente do clube, Yuri Romão.
O STJD determinou que o Rubro-Negro jogue oito partidas como mandante com portões fechados por competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de ter que pagar uma multa de R$ 80 mil. Isso vai causar uma diminuição considerável no fluxo de caixa, de acordo com a direção.
"Vamos precisar adequar o cronograma físico-financeiro à realidade do nosso fluxo com a punição", afirmou Yuri Romão, em mensagem enviada à reportagem. Não há, neste momento, um prazo para o fim da paralização. "Iremos avaliando semana a semana", completou o presidente.
A expectativa inicial dos rubro-negros é que a nova Ilha do Retiro esteja pronta no ínício de agosto.
Sport contesta punição
Nesta terça-feira (12), o Sport classificou a decisão do STJD como "descabida" e "injusta". Em nota publicada no site oficial do clube, a vice-presidência jurídica o Rubro-Negro prometeu recorrer.
- Escalação do Sport: artilheiro começa no banco em jogo da Copa do Brasil
- Fortaleza usa camisa com marcas de sangue para cobrar justiça após atentado
"Não se pode novamente tratar de um tema tão complexo, que hoje é uma chaga nacional, de maneira tão rasa. Não é possível ir pelo caminho de decisões comprovadamente ineficazes só para criar uma falsa sensação de justiça que nada reflete na realidade e que em nada resulta na redução da violência. É só mais uma cortina de fumaça”, diz o texto.
Relembre o caso
Após empate em 1 a 1 contra o Sport pela Copa do Nordeste, no dia 21 de fevereiro, o ônibus com a delegação do Fortaleza foi atingido por pedras e uma bomba caseira. O ataque ocorreu a 7 quilômetros da Arena de Pernambuco, palco da partida. Seis jogadores tricolores ficaram feridos.
Posição da Polícia Civil
Em contato com a Itatiaia, a Polícia Civil afirmou, nesta segunda-feira (11), que o caso segue em investigação pela Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva.
“Todas as diligências necessárias para o esclarecimento do fato estão sendo realizadas, tais como tomada de depoimentos e perícias técnicas. As investigações seguirão até o esclarecimento completo dos fatos”, diz nota enviada pela corporação.
Participe dos canais da Itatiaia Esporte:
Nuno Krause é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. Antes, foi correspondente da Itatiaia no Nordeste. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.



