Vojvoda detona gramado do Castelão após veto da Conmebol: 'Queremos jogar aqui'
Treinador diz que é preciso melhorar piso, cobra autoridades e diz que seu time e torcedores precisam do campo na Copa Sul-Americana

O técnico do Fortaleza, Juan Pablo Vojvoda, fez um apelo para que os responsáveis arrumem o gramado da Arena Castelão, na capital cearense, para que o Fortaleza possa continuar jogando no estádio pela Copa Sul-Americana.
O equipamento foi inabilitado pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), na sexta-feira (26), para partidas da competição continental por causa de relatório que apontou problemas no gramado após a vitória de 4 a 2 do Leão sobre o Boca Juniors, na quinta-feira (25).
"O gramado está muito ruim, não adianta falarmos outra coisa. Não sei se houve outro jogo nessa Sul-Americana com mais de 50 mil pessoas no estádio, é importante para a Conmebol que tenham esses jogos aqui. Mas não podemos falar outra coisa, o gramado está muito ruim. E nós queremos jogar aqui, o Fortaleza quer jogar no Castelão. É preciso que algo seja feito", disse Vojvoda, após o empate por 1 a 1 contra o Bragantino, neste domingo (28), pela Série A do Brasileiro.
Como a Itatiaia revelou, a diretoria de competições da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) vai criar um grupo de trabalho, com profissionais da entidade e do Fortaleza, para monitorar o gramado da Arena Castelão, que precisa passar por melhorias. Dono do estádio e responsável pela manutenção, o Governo do Ceará também deve integrar o grupo.
Nesta segunda-feira (29), a direção do clube brasileiro precisa enviar à confederação sul-americana um plano de trabalho de recuperação do gramado, além de todas as atividades que serão realizadas nele até 29 de maio, data marcada para a próxima partida do Fortaleza como mandante pela ‘Sula’, contra o Sportivo Trinidense-PAR, às 21h (de Brasília).
Em 2023, antes das quartas de final da Sul-Americana contra o América, a Conmebol também inabilitou o Castelão, após o Fortaleza eliminar o Libertad-PAR. Com melhorias feitas o estádio foi liberado, e a expectativa da diretoria do Leão é que o mesmo aconteça agora.
Os custos da reforma serão do clube e do governo estadual.
"Precisamos encontrar alternativas para que o gramado melhore, não pode continuar dessa maneira", disse Vojvoda.
Falhas no piso
Uma equipe de engenheiros agrônomos apontou uma série de problemas no gramado do Castelão após o confronto contra o Boca Juniors, como revelou o jornalista Mário Kempes em seu blog:
- O campo de jogo não apresentou todas as condições esperadas para a realização de uma partida no âmbito das competições da Conmebol;
- O campo tinha locais onde não havia cobertura de grama, tinha vãos e irregularidades (estéticas e de nivelamento) – não só, mas sobretudo tudo em grandes áreas – sendo isso prejudicial à segurança do jogadores de futebol, árbitros e o desenvolvimento normal do jogo;
- As condições visuais do campo eram muito ruins e era perceptível também da transmissão televisiva.
Caso a melhoria do gramado do Castelão não seja suficiente, quando os agrônomos da Conmebol o avaliarem, o Fortaleza terá que marcar um novo estádio para enfrentar o Trinidense. Isso precisa ser feito até 11 de maio.
A indicação seria para o estádio Presidente Vargas, na região central de Fortaleza, e que tem capacidade para 20 mil espectadores.
"Não vamos pensar em outra opção de estádio porque queremos jogar no Castelão", disse Vojvoda.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



