O presidente do
Segundo o dirigente, a experiência no continente europeu foi enriquecedora e serviu como uma oportunidade de aprendizado para os clubes brasileiros. A comitiva reuniu representantes das Séries A e B e passou cerca de dez dias conhecendo as principais ligas do mundo.
“A viagem foi muito proveitosa, queria agradecer por essa iniciativa. A CBF levou todos os 40 clubes, da Série A e B, foram dez dias de muito conhecimento nas principais ligas do mundo, podendo trazer um pouco desse conhecimento para implantar no Brasil”, afirmou João Paulo.
“A CBF está com muito interesse e vem mudando algumas coisas que os clubes sempre reivindicaram para a melhoria do futebol brasileiro. A gente fica muito feliz. O futebol brasileiro está passando por uma transformação de fato”, acrescentou.
Um dos pontos que mais chamou atenção de João Paulo foi o modelo de divisão de receitas adotado na Premier League e trouxe como parâmetro o cenário atual do futebol brasileiro, com concentração de poder financeiro em poucos clubes.
“A gente precisa ter uma organização maior, principalmente financeira, para termos um futebol mais forte. Na Premier League, por exemplo, as divisões de receitas do menor e do maior é muito enxuta, praticamente igualitária, isso faz com que o campeonato seja mais forte”, disse à Itatiaia.
“Hoje está caminhando para ter dois clubes muito fortes, Flamengo e Palmeiras, muito pela questão financeira dos demais clubes. Torcemos muito que essa distribuição, pelo menos nos direitos de transmissão, tenha mais igualdade, para deixar o futebol mais competitivo”, complementou.
Rebaixamento ainda difícil de aceitar
João Paulo admitiu que o rebaixamento do Ceará para a Série B segue sendo um tema sensível. O Vozão iniciou bem o campeonato e passou toda a temporada fora da zona de rebaixamento, mas acabou caindo na última rodada, após perder para o Palmeiras na Arena Castelão.
“Ainda está sendo difícil (o rebaixamento). Eu, particularmente, ainda não consegui digerir o que aconteceu. Fizemos o mais difícil, que é começar bem o campeonato. Chegamos a precisar de dois pontos, faltando 15 a disputar. É uma coisa meio inexplicável”, revelou.
“Isso atrapalhou demais, porque já estávamos planejando o nosso ano de 2026, onde íamos conseguir colocar um pouco mais a casa em ordem, principalmente pela questão financeira. Foi muito duro. Tem que assimilar e mudar a rota”, completou.
Impacto na saúde
Além do impacto esportivo e financeiro, o episódio afetou a saúde do presidente. João Paulo passou mal após a partida e foi orientado a não falar com a imprensa no estádio. Na ocasião, o
“Minha pressão subiu muito porque era uma coisa que eu não estava esperando. Quando a gente fez os 42 pontos, faltando cinco rodadas para acabar o campeonato, ninguém cogitava essa possibilidade de ter um rebaixamento”, lembrou o dirigente.
“Um campeonato que dura oito meses é muito cansativo. O Brasil é um continente, foram muitas viagens. A gente fez investimentos, fretamos avião e acabou entrando na zona de rebaixamento faltando 30 minutos para acabar o campeonato. Poucos clubes passaram por isso”, seguiu.
Apesar do susto pela situação que o clube estava vivendo, João Paulo Silva finalizou tranquilizando a todos sobre seu estado de saúde e ressaltou que a pressão do futebol, às vezes, impacta na saúde.
“Eu acabei passando mal, chateado e pensando no futuro do clube, na questão financeira, a queda de receita, tudo isso acaba passando pela cabeça. Tive um momento que a minha pressão subiu muito e, por recomendação médica, acharam melhor eu não dar entrevista porque estava medicado”, contou.
“Fiz os exames e, graças a Deus, tudo bem, foi só um pico de pressão, que eu preciso ficar atento. No futebol existe muita pressão, e você acaba, às vezes, se atrapalhando na questão de saúde”, concluiu.