Presidente do
Em entrevista ao jornal As, da Espanha, o dirigente apontou inspiração em grandes clubes do futebol europeu e afirmou “sonhar grande”.
“Sempre sonhei grande. Sempre pensei em querer ser o Real Madrid da América. Olho para o que faz o Real Madrid, o que faz o City, o que faz o Atlético de Madrid, o que faz o Bayern de Munique, o que faz o PSG. Tento entender quais foram os acertos, trabalhar adequadamente o que posso ajustar à realidade do Brasil e o que vejo como erros e como poderia fazer para não repeti-los”, disse o dirigente.
Na sequência, Bap destacou fatores de atenção baseados em experiências de equipes europeias.
“A era dos “Galácticos” de Florentino Pérez no Real Madrid foi sensacional do ponto de vista do marketing, mas do ponto de vista esportivo não foi. O PSG teve um ataque dos sonhos e resultados de pesadelo. Não ganhou absolutamente nada e gastou uma fortuna com Messi, Neymar e Mbappé”, iniciou.
“Muitas vezes contratar os melhores jogadores, do ponto de vista conceitual, não significa dizer que você vai contratar um grande time, que vai ter um grande rendimento esportivo”, destacou Bap.
Adiante, o mandatário rubro-negro disse se basear “nos melhores exemplos da Europa” e foi enfático ao afirmar que pensa no Flamengo como “um clube europeu no Brasil”.
“Olho para o Flamengo com base nos melhores exemplos que existem na Europa. Penso muito grande. Penso no Flamengo como se o Flamengo fosse um clube europeu no Brasil. Em todas as decisões que tomo, penso: “se o Flamengo estivesse na Europa, que decisão tomaria?”, ponderou.
“Depois ajusto essa decisão à realidade do Brasil, mas sem que isso condicione minha decisão. É uma maneira diferente de enxergar o negócio. Tem dado resultado. Está aí. Mas hoje, se eu tivesse que falar de um clube para o qual eu olho no mundo, se eu tivesse que citar apenas um, é o Real Madrid”, finalizou.
O Flamengo se tornará SAF?
Em outro momento, Bap avaliou a implementação de Sociedades Anônimas de Futebol (SAF’s) no futebol brasileiro e comentou a possibilidade do Flamengo aderir a este modelo de gestão.
“Não tenho absolutamente nada contra as SAFs. Nada. O que eu penso é o seguinte: qual é o princípio da SAF? Você tem um clube de futebol que não tem condições de assumir suas dívidas, um clube falido do ponto de vista da gestão, e alguém decide assumir a direção. Assume as dívidas e faz novos investimentos. Esse é o princípio”, disse.
“Eu sou absolutamente a favor disso. Nenhum problema. O Flamengo jamais vai ser uma SAF. O Flamengo é como o Real Madrid, não precisa se tornar uma SAF”, concluiu Bap.