Lucas Paquetá revelou, nesta quarta-feira (28), que recusou propostas de clubes europeus antes de acertar o retorno ao
“Algumas marcas eu levarei para o resto da minha vida. E uma delas me fez entender que eu não posso mais seguir lutando contra algo que não é mais para mim. Recusei sim ir para times rivais e continuar na Europa. Eu nunca pedi para ir embora. Eu pedi sim para voltar para a minha casa”, afirmou o jogador, em
Formado no Ninho do Urubu, Paquetá retornará o Flamengo oito anos após deixar o clube rumo ao futebol europeu. O Rubro-Negro deve desembolsar 42 milhões de euros (cerca de R$ 255 milhões) para repatriar o jogador da Seleção Brasileira.
O contrato do atleta com o Fla será de cinco anos. A informação do acerto foi divulgada pelo jornalista Fabrizio Romano, especializado em mercado de transferências europeu.
Maior transferência do futebol brasileiro
Esta será a maior transferência da história do futebol brasileiro.
Até o momento, a contratação de
Lucas Paquetá pelo West Ham
Lucas Paquetá soma 139 jogos pelo West Ham, com 23 gols marcados e 15 assistências distribuídas.
Na atual temporada, o meia brasileiro entrou em campo em 25 partidas, marcou cinco gols e concedeu uma assistência pelo time inglês.
Leia o desabafo de Paquetá na íntegra
“Olá, Hammers. Bom, começo agradecendo a todos do clube, estafe, funcionários e jogadores por esses anos que aqui vivi. Momentos únicos e marcantes da minha vida até aqui. Dias felizes, e outros nem tanto, mas sempre tentei ser a minha melhor versão. E todos sabemos porque isso não foi mais possível.
Algumas marcas eu levarei para o resto da minha vida. E uma delas me fez entender que eu não posso mais seguir lutando contra algo que não é mais para mim. Recusei sim ir para times rivais e continuar na Europa. Eu nunca pedi para ir embora. Eu pedi sim para voltar para a minha casa.
Espero que um dia vocês entendam que nada é mais confortante do que poder voltar para casa. Eu preciso disso. Para o bem da minha saúde mental, da minha esposa, dos meus filhos. Preciso apenas reencontrar a felicidade de jogar futebol. Reencontrar a minha paz.
Entendi que, aqui, ainda precisaria lutar guerras que não são para mim. Nunca foi pelo momento atual do clube. Quando cheguei aqui, lutávamos pela mesma situação. No fim, terminamos conquistando um título que ficará para sempre na história.
Eu sei que alguns de vocês não lembrarão de mim assim, e peço desculpas. Mas aquele passe para Bowen saiu dos pés de um cara que sempre foi fiel ao seu sonho. E ninguém nunca apagará isso.
Estou voltando para casa, mas seguirei torcendo por vocês. Obrigado por tudo, West Ham”.