STJD dá mais tempo a Textor para apresentar provas e multa dono do Botafogo
John Textor foi julgado pela denúncia de que houve manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro de 2023

Sócio-majoritário do Botafogo, o norte-americano John Textor foi julgado nesta segunda-feira (6) na 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no caso de Manipulação de resultados, e escapou de uma suspensão pela não apresentação de provas.
Denunciado com base no Artigo 223, o dirigente do Botafogo foi absolvido pela não entrega de provas. Já em relação à denúncia no Artigo 220-A (Deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva), o empresário foi multado em R$ 60 mil e ganhou prazo para cumprir a entrega das provas de sua denúncia de que houve manipulação no Brasileirão de 2023.
O que diz cada artigo:
- Art. 220-A: Deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva e com as demais autoridades desportivas na apuração de irregularidades ou infrações disciplinares.
PENA: multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais) - Art. 223: Deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva.
PENA: multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais)
Advogado de Textor, Michel Assef informou que ainda não houve a intimação para a apresentação das provas.
A seguir, veja entrevista com o advogado de John Textor:
Depois das declarações contra a arbitragem e a CBF no fim de 2023, Textor assumiu o protagonismo em denúncias de manipulação de resultados no Brasil.
As denúncias de John Textor têm como base relatórios produzidos por empresas, como a Good Game!, e fazem análises comportamentais de jogadores e das tomadas de decisões dos árbitros.
A repercussão das declarações foi grande. Além de colaborar com o STJD após o prazo inicial e prestar depoimento na Polícia Civil, o proprietário da SAF do Botafogo também foi ouvido na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE).
Clubes como o Palmeiras, dirigido por Leila Pereira, protestaram mais de uma vez pela não apresentação de provas e cobraram uma punição severa ao empresário norte-americano no STJD.
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
Mineiro de Formiga, Wellington Campos está na Rádio Itatiaia desde agosto de 1990, atuando como correspondente no Rio de Janeiro, cobrindo o dia-a-dia da CBF, Seleção Brasileira e STJD, além dos clubes cariocas e os esportes olímpicos. Participou das coberturas das Copas do Mundo de 1994 (EUA), 1998 (França), 2002 (Coreia do Sul e Japão), 2006 (Alemanha), 2010 (África do Sul), 2014 (Brasil), 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

