SAF do Botafogo critica Lyon após publicação de dívida milionária
Clubes disputam valores após o encerramento da gestão sob controle de John Textor

A SAF do Botafogo criticou o Lyon após o clube francês apontar em relatório financeiro uma dívida milionária que cobra do Glorioso nesta terça-feira (12). Em nota, o clube carioca acusou os franceses de apresentarem “cobranças fantasiosas” e reafirmou que buscará na Justiça o ressarcimento de R$ 745 milhões relacionados à gestão de John Textor à frente dos dois clubes.
"A SAF Botafogo tomou conhecimento do relatório financeiro divulgado pela Eagle Football Group, controladora do clube Olympique Lyonnais, nesta terça-feira (12). Como esperado, o Lyon não adotou uma postura colaborativa visando a resolução do imbróglio de caixa, apresentou cobranças fantasiosas e não reconheceu a dívida existente com a SAF", diz a nota.
"O Botafogo não vai recuar nos esforços de recuperar, na Justiça, todos os valores que lhe são devidos, que perfazem o total R$ 745 milhões. Vale recordar que o Poder Judiciário determinou, recentemente, o pagamento de R$ 122,3 milhões de forma imediata. Há ações judiciais em trâmite e o Clube seguirá adotando todas as medidas cabíveis para sua integral reparação", finaliza a SAF alvinegra.
A disputa entre Botafogo e Lyon
Após as crises financeiras e administrativas atingirem as equipes, o empresário norte-americano foi afastado do controle das equipes, que, agora, brigam na Justiça.
Em ação judicial, o Botafogo alega que tem cerca de R$ 745 milhões a receber do Lyon por aportes feitos após a aquisição do clube francês pela Eagle, em 2022.
No documento, o Lyon afirma que John Textor colocou o clube francês como fiadora de empréstimos adquiridos pelo Botafogo. Além disso, a equipe revela que, por conta de depreciação e amortização deve alcançar 86 milhões de euros, cerca de R$ 496 milhões - valor que, na visão do Lyon, não poderá ser recuperado neste momento.
A crise financeira fez o Botafogo sofrer o terceiro transfer ban da Fifa nesta semana. Por conta de dívidas pelas compras de Santi Rodríguez, Rwan Cruz e Thiago Almada, o clube carioca está impedido de contratar e registrar jogadores por prazo indeterminado.
Justiça volta a tirar poderes da Eagle
O cenário também é de interceza na área administrativa. Após John Textor ser afastado do controle do Botafogo, a Eagle voltou a ter direitos políticos graças à decisão do Tribunal Arbitral da FGV nesta segunda-feira (11).
Contudo, nesta terça-feira (12), a Justiça do Rio derrubou a decisão e voltou a remover o poder de voto da Eagle Bidco. O clube social, portanto, é o único acionista apto a votar na Assembleia Geral Extraordinária convocada para a próxima quinta (14) para deliberar sobre a nomeação de Durcesio Mello.
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.




