Reencontro com o Atlético: saiba o que mudou no Botafogo desde a Libertadores
Glorioso mantém base do time titular que conquistou a América, mas perdeu a “identidade” e ainda busca encaixe sob comando de Renato Paiva

Neste domingo (20), em Belo Horizonte, o Botafogo enfrenta o Atlético pela primeira vez desde a final da Libertadores. A partida, desta vez, será pelo Campeonato Brasileiro e o time carioca, apesar de manter a base da equipe titular que conquistou a América em 30 de novembro de 2024, passou por grandes transformações.
Abaixo, a Itatiaia apresenta o que mudou no Botafogo desde a histórica vitória por 3 a 1 no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires na Argentina, que garantiu a taça inédita ao clube.
Manutenção da base campeã
John, Vitinho, Alexander Barboza, Alex Telles, Gregore, Marlon Freitas, Savarino e Igor Jesus: oito dos atletas que iniciaram a final da Libertadores devem ser titulares neste domingo (20).
Reforços ainda não correspondem
O restante do grupo, por outro lado, foi bastante alterado. Tchê Tchê, Eduardo, Tiquinho Soares, Adryelson, Júnior Santos... Foram vários atletas "de peso" que deixaram o clube na virada do ano.
O clube optou por rejuvenescer o elenco e investiu alto na janela de transferências, com mais de R$ 300 milhões em reforços que estão integrados ao time, mas ainda não deram a resposta.
Dos 11 jogadores contratados, só Jair, Artur e Santi Rodríguez - substitutos de Bastos, Luiz Henrique e Almada, na teoria - atuaram em mais de 50% dos minutos sob comando de Renato Paiva.
Nathan Fernandes, por exemplo, sequer estreou pelo clube em recuperação de lesão muscular. Rwan Cruz e Elias Manoel têm poucas chances, o que ajuda a explicar os problemas ofensivos.
A perda da identidade
A queda de desempenho da equipe passa pela perda de identidade da equipe. Após a saída de Artur Jorge, em janeiro, o Botafogo atuou sob comando interino de Carlos Leiria e Cláudio Caçapa, amargou frustrações na Recopa Sul-Americana, Supercopa do Brasil e Carioca até a chegada de Renato Paiva.
Assim, quando o português iniciou o trabalho, no fim de fevereiro, o Botafogo já não era o mesmo em vários aspectos: tático, físico, técnico e, principalmente, no nível de confiança.
O português chegou com a promessa de futebol ofensivo e manutenção do estilo de jogo de 2024, mas, até o momento, não é o que se vê em campo.
Nas seis partidas sob comando de Paiva, a equipe apresenta dificuldades ofensivas e até mesmo desorganização defensiva. A intensidade, marca do time campeão, também não é mais vista.
Neste cenário, o aproveitamento do Glorioso com o técnico é ruim. São dois empates, uma vitória e uma derrota no Brasileirão, com quatro gols a favor e três gols sofridos.
Na Libertadores, o Botafogo estreou no Grupo A com derrota para a Universidad de Chile, em Santiago, e venceu o Carabobo, da Venezuela, no Rio de Janeiro. Veja a classificação!
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



