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John Textor vê Botafogo 'prestes a entrar em um período muito assustador'

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o empresário prevê cenário ruim a partir da retirada dele do comando da SAF

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John Textor entende que poderia contribuir, caso ainda estivesse no comando da SAF
John Textor entende que poderia contribuir, caso ainda estivesse no comando da SAF • Reprodução / Itatiaia

John Textor chegou no Botafogo, investiu, viu o time ser campeão, mas também se envolveu em polêmicas e, recentemente, foi destituído de poderes no clube. A Itatiaia entrevistou com exclusividade o empresário estadunidense, que segue relevante entre parte da torcida. E ele se mantém propenso a retomar o posto de dono da SAF e segue disparando críticas aos oponentes. Nesta parte da conversa de mais de uma hora, ele admite que não está no comando das decisões, mas observa um cenário ruim para o clube.

Na prática, quanta influência você tem hoje nas decisões do Botafogo atualmente, nesses dias turbulentos? Você participa das decisões do futebol, financeiras ou estratégicas?

"Não, não... acho que o departamento de futebol... nós nos conhecemos, gostamos uns dos outros, o vínculo entre eu e o departamento de futebol... muitos dos jogadores estão me enviando mensagens. Acho que eles estão tomando são boas decisões. Acho que eles estão tomando as decisões que eu, provavelmente, tomaria, se fosse eu quem estivesse escolhendo. Mas não sou eu quem está tomando as decisões.", garantiu, antes de prever problemas para o clube:

"Estamos prestes a entrar em um período muito assustador. Sabe... o que você faz com o elenco? A pausa da Copa do Mundo está quase acabando. Temos grandes decisões para tomar. Nossos principais jogadores... alguns podem querer sair, especialmente com toda essa turbulência. Se eu fosse um jogador do Botafogo e, estou vendo o fundador da SAF, que reuniu esse projeto, reuniu esse time, com o qual todos nós conquistamos títulos... se eu estivesse vendo isso acontecer... que o amor e a cultura do Botafogo, que trouxeram essas conquistas, estivessem sendo desmontados pelo clube social, eu iria querer sair.", acrescentou.

Afastado do comando da SAF alvinegra, o empresário estadunidense entende que os problemas pelos quais o Botafogo vem passando poderiam ser resolvidos... se ele estivesse no posto em que estava.

"Vocês viram que o técnico, Franklin (Carvalho), pensou em sair (a oferta do Vasco). Agora, um jogador (Danilo) está pensando em sair. Eu acho que a família precisa permanecer unida. Precisamos olhar para a frente. Toda essa bobagem pela qual estamos passando poderia acabar amanhã se a liderança do clube social deixasse os egos de lado e reconhecesse tudo o que conquistamos juntos e quantos títulos podemos ganhar se seguirmos em frente juntos.", entende o empresário.

 
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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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