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Afastado da SAF, John Textor dispara críticas no Botafogo: 'Catástrofe'

Empresário concede entrevista à Itatiaia e critica atual comando do clube

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John Textor concedeu entrevista exclusiva para a Itatiaia
John Textor concedeu entrevista exclusiva para a Itatiaia • Reprodução / Itatiaia

John Textor chegou no Botafogo, investiu, viu o time ser campeão, mas também se envolveu em polêmicas e, recentemente, foi destituído de poderes no clube. A Itatiaia entrevistou com exclusividade o empresário estadunidense, que segue relevante entre parte da torcida. E ele se mantém propenso a retomar o posto de dono da SAF e segue disparando críticas aos oponentes. Nesta primeira parte da conversa de mais de uma hora, ele responde às seguinte perguntas:

Quem tomou a última grande decisão do Botafogo? Foi uma decisão sua ou da atual administração?

"Bem, acho que depende de para quem você pergunta. Acho que a última grande decisão aconteceu na sexta-feira (26), quando eu, como presidente, diretor estatutário, presidente do conselho, junto com todo o conselho - agora é um conselho de apenas três pessoas - aprovamos até 100 milhões de dólares em novo capital para o clube. Fizemos isso legalmente. Fizemos isso por uma boa causa, para ajudar o clube.", afirmou.

John Textor analisa que tem tentando melhorar a situação financeira do clube. Os problemas chegaram ao ponto de punições de transfer ban por parte da Fifa acontecerem.

"Tenho tentado aportar capital há bastante tempo, mas acabo entrando numa situação em que, infelizmente, elementos muito pequenos do clube social estão na liderança. Claro, você leu as notícias. Eles mostraram isso na segunda-feira. Forneceram - como venho dizendo aos torcedores nas redes sociais - provas, mais uma vez, de que vão bloquear dinheiro, vão bloquear capital, e farão isso para que o clube social recupere o controle material do clube.", criticou o empresário.

Na sequência, o empresário citou a reunião que tirou ele, Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum dos cargos no conselho de administração da SAF alvinegra.

"O que aconteceu na segunda-feira... o que começou no meio de 2025 foi uma disputa entre mim e outros stakeholders da Eagle. Essa questão, em julho de 2025, era sobre quem tem autoridade para assinar em nome do Botafogo, quem tem autoridade para aprovar resoluções para trazer capital saudável, que era exatamente o que estávamos tentando fazer naquele mês. E, agora, essa disputa evoluiu de quem tem autoridade para assinar para quem realmente é o dono das ações. E acho que as pessoas estão começando a entender isso", analisou, antes de completar:

"Entrei com uma ação muito forte nos Estados Unidos. Protocolamos hoje (2) um pedido de liminar no Reino Unido e entramos com uma ação de rescisão no Brasil, no começo desta semana, porque está claro, com base nos documentos e no fluxo dos recursos, que eu continuo sendo o proprietário dos 90% das ações.", afirmou.

Ou seja: John Textor entende que segue sono da SAF do Botafogo. E critica o que entende como movimento do clube social para barrar novos sócios para o futebol alvinegro.

"Então, para concluir sua pergunta, o clube social teve de agir muito rapidamente quando descobriu que eu havia aprovado uma resolução para trazer novo dinheiro de (Evangelos) Marinakis, do Nottingham Forest, e Kia Joorabchian, um empresário muito bem-sucedido no Brasil e fora do Brasil. Eles (clube social) tiveram de correr muito rapidamente para a Justiça, realizar uma assembleia de acionistas e me retirar do conselho.", criticou, antes de pontuar o que entende como um erro jurídico e sinalizar com as vantagens da parceria com os empresários citados acima:

"A Eagle Bidco não é a acionista. Portanto, esse voto dos acionistas é obviamente inválido. E aqui estamos, como numa partida de tênis, indo e voltando semana após semana. Porque eu tenho uma quantidade significativa de capital. Tenho um grande parceiro que conhece o futebol mundial. Somos a combinação certa de capital, experiência e ligação com o Botafogo, e o clube social deveria recuar e permitir que esse cenário dos sonhos acontecesse."

John Textor, que já foi próximo de agentes do Botafogo associativo, atualmente vive em pé de guerra com eles. E o estadunidense entende que tais divergências lhe afastam do clube.

"Você vê isso nas notícias. A cada duas semanas, mais ou menos, eles tentam ser mais espertos do que nós para impedir que o dinheiro entre. E a estratégia deles, há 10 meses, tem sido bloquear o dinheiro, deixar a catástrofe acontecer, deixar acontecerem as janelas de transferências e, depois, colocar a culpa no gringo. Então é onde estamos. Ainda estamos nessa partida de tênis."

 
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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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