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Lenda do PSG, Raí projeta duelo com o Botafogo no Super Mundial de Clubes

O craque brasileiro atuou no Paris Saint-Germain entre 1993 e 1998 e é um dos ídolos da torcida francesa

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Raí, ex-meia do São Paulo e da Seleção Brasileira, tem grande identificação com o Paris Saint-Germain, da França • Reprodução/Fifa

Ídolo do São Paulo e camisa 10 da Seleção Brasileira campeã do mundo em 1994, Raí também fez história pelo Paris Saint-Germain. O ex-meia atuou no time francês entre 1993 e 1998, o que o levou a criar grande identificação com o clube e a cidade. Na expectativa pela primeira edição do Super Mundial de Clubes, o craque projetou o duelo entre PSG e Botafogo no torneio.

Na visão de Raí, a diferença entre o futebol europeu e sul-americano está diminuindo nas últimas temporadas devido aos investimentos feitos na América do Sul. Neste cenário, o ídolo projeta um "jogão" entre o PSG e o atual campeão da Libertadores e do Brasileirão.

"Acho que está começando a haver investimentos (no Brasil). Há uns 10 ou 20 anos, por exemplo, mal havia competitividade, mas agora temos grandes equipes como Botafogo, Palmeiras, Flamengo. E estou falando apenas do Brasil. Também há alguns na Argentina. A diferença (em relação aos clubes europeus) é muito menor. O Mundial de Clubes é a oportunidade de valorizar ainda mais os clubes sul-americanos, por isso eles estarão muito motivados. Quanto mais valorizarmos um clube, mais competições desse tipo haverá, mais o clube poderá manter seus grandes jogadores e seus jovens por mais tempo, para que haja mais equilíbrio entre os continentes", disse em entrevista à Fifa.

Super Mundial de Clubes

O Super Mundial de Clubes será nos Estados Unidos e terá início no dia 14 de junho, com final marcada para dia 13 de julho. A Fase de grupo do Super Mundial durará 14 dias. Depois, as oitavas-de-final serão entre os dias 28 de junho e 1º de julho. As quartas serão disputadas nos dias 4 e 5 de julho. As semifinais, nos dias 8 e 9 de julho.

O Botafogo está no Grupo B, ao lado de Paris Saint-Germain, Atlético de Madrid, da Espanha, e Seattle Sounders, dos Estados Unidos. Confira todas as chaves e a tabela do torneio!

O desafio do Glorioso, portanto, é grande. O PSG, sob comando de Luís Enrique, conquistou a Ligue One de 2024/25 com rodadas de antecedência. Na Champions League, enfrentará o Arsenal, da Inglaterra, nas semifinais. Na outra chave estão Barcelona, da Espanha, e Inter de Milão, da Itália.

Confira, abaixo, mais respostas de Raí à Fifa:

Atual time do PSG e classificação para a semifinal da Champions

"Sempre estive confiante na forma como montaram essa equipe, especialmente por ser um time jovem. Desde o começo, sabia que eles poderiam formar uma grande equipe, mas achava que levaria mais um ou dois anos. Mas agora mostraram que já são uma grande equipe. É tudo muito bem organizado, os treinos são bons e os jogadores são de altíssima qualidade. São jogadores jovens, então os desafios emocionais não são simples — mas eles provaram que estão prontos."

Primeira edição do Super Mundial de Clubes

"Esse Mundial de Clubes com certeza será algo que torcedores e clubes vão querer muito conquistar. A tendência no Brasil é que comecemos a nos desenvolver ainda mais, e vemos países que estão se tornando cada vez mais fortes em outros continentes, que vão investir cada vez mais no futebol. Em relação à Europa, já vemos algumas surpresas, confrontos entre clubes de diferentes continentes que começam a causar surpresas. Então, acredito que o Mundial de Clubes chega em um momento em que esse equilíbrio entre os continentes está começando a ficar mais interessante do que nunca."

Identificação com o PSG

"Quando saí de Paris, em 1998, foi um momento muito forte, uma emoção intensa. Claro que eu pretendia manter contato, mas foi muito além disso. Eu não tinha uma ideia clara de como seria essa relação depois da minha carreira. E, no fim das contas, tenho a impressão de que ela (a relação com o PSG) ficou ainda mais forte. Os torcedores que acompanharam minha geração continuam por aí, e tenho até a impressão de que agora isso está passando para uma nova geração."

Investimento no Paris Football Club e reação da opinião pública

"As pessoas não estão bravas comigo, mas ao mesmo tempo sentem um certo pesar por eu não estar no Paris Saint-Germain", confidencia o brasileiro sobre seu papel como acionista e embaixador do PFC. "Hoje, o PSG tem tudo o que precisa: é possível ver que a equipe está funcionando muito bem, tem uma marca, é um clube que atrai o mundo inteiro, tem tudo o que é necessário para o sucesso. Por isso, tenho mais a contribuir com um segundo representante parisiense, o Paris FC."

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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