Fábio Matias afasta efetivação no Botafogo: 'Tenho que viver muita coisa'
Interino desde a demissão de Tiago Nunes, em 22 de fevereiro, auxiliar técnico chega à quarta vitória consecutiva no comando do Glorioso

São quatro jogos como técnico interino do Botafogo desde a demissão de Tiago Nunes, mas Fábio Matias afastou a ideia de efetivação no clube neste momento. Contratado como auxiliar da comissão permanente do Alvinegro em janeiro, valoriza a oportunidade e a experiência que está vivendo, mas se vê em um processo de construção como treinador da categoria principal.
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"A médio e longo prazo, a ideia sempre foi essa (ser técnico profissional). A partir do momento que se efetiva, perdeu dois jogos, gatilho no peito (risos). Mas com pé no chão, não é a ideia de hoje. Tem tempo, sou novo, tenho que viver muita coisa. Já vivi muita coisa dentro do futebol, mas é um processo de construção", respondeu após a vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, nesta quarta (6), no Nilton Santos.
Fábio Matias construiu sua trajetória nas divisões de base, onde atuou como técnico de grandes clubes como Internacional, Grêmio e Flamengo. Neste cenário, o profissional admite que o objetivo é firmar-se como técnico entre os profissionais, mas avalia que há uma dificuldade no país em fazer esta transição.
"Caixinha é um treinador top. Opiniões são opiniões. Ele tem um trabalho de um ano e meio dentro do clube. A gente iniciou esse ano aqui, tem coisas para melhorar, e acho ótimo que tenha porque estamos no início da temporada ainda. Respeito a posição do Caixinha, mas o jogo é semana que vem. Até lá muita coisa vai acontecer. Vamos deixar para o jogo lá resolver, temos muita convicção do que estamos fazendo aqui", respondeu Fábio Matias.
Com o resultado, o Botafogo vai ao Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista na próxima quarta (13), com a vantagem do empate para classificar-se para a fase de grupos da Libertadores. Uma vitória por vantagem mínima do Bragantino levará a decisão para os pênaltis. A bola rola às 21h30 para o confronto de volta da terceira fase preliminar da Copa.
Confira outras respostas de Fábio Matias, atual treinador do Botafogo:
Memória dos traumas de 2023
"Acho que ninguém tem lembrado mais de traumas recentes. Acho que essa página já foi virada, não passa na cabeça de ninguém. Inclusive quando a gente vai para o intervalo, vai muito tranquilo do que tem que se fazer. A nossa maior preocupação era ajustar o que tinha para ser ajustado. O Bragantino faz um jogo de muito ritmo, ritmo, ritmo, então acaba ficando um pouco vivo. Para quem assiste é ótimo porque vê muitas situações de transição das duas partes, sendo um jogo de muita pressão. (Mas...) dessa parte mental, já falei, é ponto final. Ninguém nem lembra mais dessas situações aí. O principal hoje foi a questão do jogo, o que fazer ao voltar do intervalo e buscar o resultado positivo, que era sair com uma vitória independentemente do placar".
Momento de Júnior Santos
"Essa é uma das coisas que jogador brasileiro tem e faz diferença. As pessoas lá fora compram nossos jogadores porque eles têm algo diferente. Toda vez que vemos alguém fazer algo diferente chama atenção, e isso é característica do futebol brasileiro. São coisas que enriquecem o futebol. Futebol às vezes fica um pouco chato e não se vê muito situações de improviso, de individualidade. Jogador sul-americano de forma geral tem individualidade presente, isso não pode quebrra. Temos que canalizar e potencializar isso. Esse tipo de lance agrada o torcedor."
Projeção do confronto de volta
"Vamos ter outro jogo difícil. Red Bull é uma equipe pressionante, nós estamos já com alguns comportamentos pressionantes, conseguimos sustentar isso por mais tempo. Algumas situações de espaços que acabamos detectando durante o jogo, em relação à marcação da equipe deles, especialmente de marcação aos dois médios nossos dificultou um pouco. Precisava de alguns movimentos ali mais rápidos para ter combinações de jogo. Em paralelo a isso usamos também profundidade de campo, onde o Júnior (Santos) levou muita vantagem pelo corredor direito. Tivemos estrutura de bola, com pressão, sem pressão, coberta, descoberta, bem coordenada, sabendo que tinha o Sasha fazendo movimentos de flutuação por dentro. A gente conseguiu controlar e estabilizar essas vantagens. Foi isso que agente ajustou, mas lá é outro jogo, pode mudar a forma do adversário pensar e a nossa também. Tentando entender ou prever tipos de cenários que vão ocorrer na volta."
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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



