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Diretor do Botafogo detalha negociação com Bruno Lage e 'contrato curto'

Treinador português desembarca no Rio de Janeiro nesta semana para ser oficialmente apresentado no Botafogo

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André Mazzuco é o diretor executivo de futebol do Botafogo
André Mazzuco é o diretor executivo de futebol do Botafogo • Vítor Silva/Botafogo

Na liderança isolada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo inicia a semana na expectativa da chegada de Bruno Lage, técnico aguardado no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (12) para assumir o comando da equipe. Em entrevista ao "Uol', o diretor executivo de futebol André Mazzuco deu mais detalhes da negociação com o treinador, explicando, por exemplo, o contrato de curta duração, até dezembro.

"A gente sempre pensa na continuidade, mas entendemos o momento do Bruno, sabemos das aspirações dele, sabemos como é o futebol brasileiro, é a primeira vez que ele vem para o Brasil, mas como temos os processos consolidados ele vem fazer parte disso e não haveria problema em fazer uma primeira temporada com ele", afirmou André Mazzuco, em entrevista nesta segunda-feira (10)

"Vamos até o final da temporada e depois vamos sentar. Ele faz parte hoje da Eagle, a gente senta,, define. Primeiro queremos cumprir a missão da temporada, depois veremos o que vai acontecer".

Bruno Lage foi o nome escolhido por John Textor para substituir Luís Castro, que acertou com o Al Nassr, da Arábia Saudita. Foi o próprio empresário americano que negociou com o treinador , que, até então, vinha recusando convites de clubes brasileiros com o objetivo de seguir no futebol europeu.

Para Mazzuco, o projeto e a forma de trabalhar na SAF do Botafogo foi o aspecto fundamental para que o Alvinegro conseguisse o "sim" de Bruno Lage, ex-técnico do Benfica-POR e Wolverhampton-ING.

"O Botafogo resgatou muito crédito, dos jogadores, do clube, que vem mostrando uma profissionalização em todos os setores. Nós mantivemos o comando técnico mesmo com um uma sequência de resultados ruins e as pessoas começam a entender que a gente tem uma maneira de trabalhar, que dá uma segurança do trabalho", detalhou André Mazzuco.

"Nesse ponto, saiu o Luís Castro e não mudou nada, não mudou o dia a dia dos jogadores, não mudaram as regras, não mudou o planejamento. Dentro do nosso ideal, seria trazer um treinador de ponta, que pudesse dar continuidade ao profissionalismo e que nos dê um posicionamento de mercado", finalizou o dirigente.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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