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O transfer ban do Botafogo foi registrado no dia 30 de dezembro, mas o clube já sabia que ele estava a caminho desde outubro. O clube trabalha para derrubá-lo, mas a situação não é simples, como revelou Alessandro Brito.
“A gente vem trabalhando e sabíamos dessa situação desde outubro. Estamos trabalhando de uma forma incansável para que a gente possa, de alguma maneira, solucionar isso o quanto antes. Mas não é uma situação tão simples, porque envolve MLS, alguns termos jurídicos, garantias, então temos que fazer de uma forma que o clube fique estável, equilibrado para os próximos meses e para as próximas sequências de contratações”, iniciou Brito.
Alessandro comentou que hoje o Botafogo precisa “andar com as próprias pernas”, já que desde o meio de 2025 ocorreu o rompimento da situação societária entre Eagle, Textor e Ares, mas que isso está sendo resolvido pelo empresário norte-americano. O momento atual, no entanto, exige que o clube negocie alguns jogadores, o que ele busca ver como lado positivo.
“Uma situação que a gente pode falar que trabalhamos no dia a dia e fatalmente precisamos, é que existe uma necessidade de venda de alguns jogadores. Mas isso é o lado positivo que vemos. Essa janela nos mostrou novamente o quanto temos um elenco qualificado. O quanto o clube está preparado para caminhar com as próprias pernas. Posso dizer que 90% do elenco teve propostas, isso mostra a qualidade e o caminho que o Botafogo está tendo nesses anos e vai ter nos próximos. Estamos trabalhando para sair”, disse.
Imbróglio entre Botafogo e Atlanta United
Em junho de 2024, Thiago Almada foi comprado junto ao Atlanta United por 22 milhões de euros (cerca de R$133 milhões na cotação da época). Na visão do Glorioso, o pagamento deveria ser feito em parcelas durante quatro anos.
Entretanto, segundo documento apresentado pelo Atlanta à Fifa, os valores teriam que ser liquidados até o dia 30 de junho de 2026.
Thiago Almada e Botafogo
O argentino de 24 anos foi peça fundamental no elenco do Botafogo que conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores em 2024. Pelo Fogão, Almada somou 26 jogos, com três gols e duas assistências.
Ao fim de seu contrato, Almada foi emprestado ao Lyon, clube que também pertence à Eagle Holding Football, empresa de John Textor. Após cinco meses na França, o meia foi vendido em definitivo para o Atlético de Madrid por 21 milhões de euros.