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Botafogo, Lyon ou Europa? Textor detalha futuro de Luiz Henrique, Almada e Adryelson

O empresário norte-americano, proprietário da SAF do Botafogo e do Lyon, prevê recorde de vendas ao término da atual temporada brasileira

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John Textor está afastado dos controles de Botafogo e Lyon-FRA • Divulgação/Lyon

Proprietário do Botafogo e do Lyon, John Textor concedeu uma entrevista coletiva nesta quarta (11), na França, e abordou uma série de temas relacionados aos clubes e à gestão da Eagle Holding Football. O futuro de jogadores como Luiz Henrique e Thiago Almada, principais reforços do Glorioso em 2024, foram projetados pelo empresário norte-americano.

O atacante brasileiro e o meia argentino, contratações mais caras da história do futebol brasileiro, têm acertos para transferirem-se para o Lyon a partir de janeiro.

De todo modo, John Textor explica que o Botafogo tem jogadores prontos para substituí-los e projeta recorde de vendas para o clube carioca ao término da atual temporada.

"Estamos prontos para ter uma janela recorde no Brasil no fim da temporada (brasileira), em dezembro. Esses jogadores serão vendidos para outros clubes ou transferidos aos nossos clubes em janeiro. Acho que podemos ter perdido os 100 milhões de euros em vendas aqui, mas quanto vale um atacante da Seleção Brasileira? Acho que temos de 80 milhões a 100 milhões de euros chegando em janeiro apenas pelo Brasil, e temos uma tonelada de jogadores prontos para substituí-los para ajudar o Botafogo a ganhar no próximo ano. Eles querem vir agora porque somos o único grupo multiclubes ativando a colaboração, criando esses caminhos, contratando jogadores por grandes números", completou.

A perda de 100 milhões de euros citada por John Textor é referente à promessa feita pelo Lyon ao DNCG, órgão regulador na França, valor o qual não foi alcançado em vendas de atletas na janela.

Textor explicou que o clube não sofre risco de punição por isso e há outras formas de levantar receitas, como a venda do Crystal Palace, da Inglaterra, que também faz parte da Eagle Holding.

"Na França não funciona assim (punição por descumprimento de promessa). Apresentamos um orçamento para a temporada e cabe a eles (DNCG) decidir se funciona ou não. A ideia era vender 130 milhões de euros (cerca de R$ 807 milhões) e queríamos vender porque tínhamos muitos jogadores. Se falharmos parte dos objetivos, não importa se recuperarmos em outro lugar. A venda do Crystal Palace reduzirá a dívida e fornecerá o capital de giro necessário", explicou o norte-americano.

Com Luiz Henrique, Almada e Adryelson à disposição, o Botafogo está envolvido nas disputas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores no segundo semestre de 2024.

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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