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Rafael Sobis opina sobre afastamento de árbitro de Inter x Cruzeiro; veja

Ex-jogador das duas equipes deu sua opinião sobre o caso e indicou o que poderia ser feito para melhorar a arbitragem no futebol brasileiro

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Sobis durante programa no seu canal do Youtube • Reprodução/4D TV Esportes

Ex-jogador de Cruzeiro e Inter, Rafael Sobis comentou o afastamento da equipe de arbitragem da goleada colorada pelo Brasileirão no último domingo (6). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) penalizou o árbitro Marcelo de Lima Henrique (CE) e demais integrantes presentes no jogo do Beira-Rio, em Porto Alegre, por conta da expulsão do zagueiro Jonathan Jesus, da Raposa.

Durante o programa do ''4D TV’’ no Youtube, nessa quarta-feira (9), Sobis compartilhou seu ponto de vista sobre a decisão da entidade.

"Esse afastamento (de Marcelo) não é porque ele tem errado (em outros jogos). É porque não caiu bem lá no Cruzeiro, então tem que dar uma satisfação, tem que ser respeitoso com o clube que se sentiu prejudicado", disse o ex-jogador, dizendo que o afastamento é justo, mas frisando que aconteceu pelo lance pontual.

Na sequência, Sobis apontou o que deveria ser feito no futebol brasileiro para melhorar a qualidade da arbitragem.

"A única coisa que eu vejo dificuldade para os árbitros serem profissionalizados é dinheiro. A CBF paga coisas que, teoricamente, não são do futebol. Pega esse dinheiro e organiza, profissionaliza. A CBF tem contato de qualquer grande empresa para organizar isso da melhor forma", avaliou.

O lance da expulsão

Aos 20 minutos do primeiro tempo do jogo pela segunda rodada do Brasileirão, Wesley, do Inter, recebeu lançamento entre dois zagueiros, dominou no peito e girou para dentro da área do Cruzeiro. Jonathan Jesus, porém, derrubou o atleta colorado ainda na meia-lua. O árbitro entendeu que o lance era claro de gol e expulsou o jogador.

Logo após o lance, o Cruzeiro publicou uma reclamação nas redes sociais, afirmando que o time foi prejudicado por conta da expulsão.

CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos também usou as redes sociais para protestar contra a arbitragem da partida. No story, o dirigente publicou a foto de um homem de gorro no rosto com um revólver na mão, com a seguinte legenda: “Assalto a mão armada pqp (sic)”. O profissional também utilizou a música “Help!”, dos Beatles, e três emojis de arma.

A análise do VAR

Daiane analisou o lance e destacou ver “contato imprudente” de Jonathan em Wesley. A responsável pelo VAR descartou Kaiki e confirmou o zagueiro como infrator.

Confira, na íntegra, o áudio da análise do VAR clicando aqui.

“Claramente, a falta é fora da área. Preciso confirmar a identidade. quem faz a falta é o número 34 (Jonathan Jesus)”, iniciou.

“Eu consigo ver claramente um contato imprudente do jogar 34, é ele o jogador faltoso”, apontou Daiane.

A árbitra de vídeo destacou que Kaiki, envolvido na jogada, não teria mais condições de disputar a jogada. Desta forma, Jonathan foi expulso por derrubar Wesley como último homem de defesa.

“Eu tenho um outro defensor que está próximo, ele está atrás da linha da bola, ele não tem mais condições de disputar essa bola com o atacante, que tem proximidade, domínio, distância curta e só tem o goleiro à sua frente”, argumentou.

Daiane finalizou reforçando a legalidade do cartão vermelho aplicado pelo árbitro.

“Marcelo, cartão vermelho muito bem aplicado confirmado com app limpo!”, concluiu.

Leia nota do Cruzeiro sobre a expulsão

“ESTAMOS CANSADOS

Todos nós que amamos o futebol temos que deixar claro nossa indignação nesse momento.

O que aconteceu neste domingo (06/04), em Porto Alegre, chega às barras da má vontade, da incapacidade, arrogância, prepotência e falta de controle total de quem é responsável pela arbitragem no futebol brasileiro.

Primeiro, precisamos eximir nosso adversário (o Internacional), até porque, o que ocorreu no lance da expulsão de nosso atleta Jonathan, diz respeito apenas ao árbitro e ao VAR.

O Cruzeiro pergunta: se tem o VAR, em um lance de expulsão, muito duvidoso, por que não consultá-lo?

A explicação é simples, arrogância, má vontade, falta de capacidade, pra falar o mínimo.

No futebol brasileiro é mais danoso subir na bola com os dois pés do que termos uma arbitragem fraca, com erros infantis e ninguém faz absolutamente nada.

Todos os clubes fazem seus protestos com requerimentos e vídeos e nada resolve. Não se faz nada efetivamente para melhorar a arbitragem brasileira. Apenas discurso de quem dirige as entidades do futebol. “Vamos resolver”, claro chute para o futuro sem uma solução imediata, para um problema que só causa muito desconforto e desconfiança, além do descrédito.

Começamos o campeonato nacional, um dos mais importantes do mundo, e as reclamações são as mesmas, sempre a arbitragem, seus erros absurdos e seus prejuízos às equipes, e lógico, ao campeonato.

Quando será que alguém vai fazer algo para melhorar a arbitragem e acabar com a soberba e a arrogância de quem também deveria zelar pelo futebol?

O Cruzeiro não vai mais se conformar e se curvar diante de tantos erros.

Esperamos muito mais de quem se diz competente para administrar o futebol brasileiro.

Exigimos atitude e mudanças imediatamente.

Por

Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.