Fifa diz que os testes sobre o cartão azul devem ser feitos apenas em jogos de base
Mudanças desse tipo no futebol devem ser testadas primeiro em 'níveis inferiores'; tema será discutido em março, em reunião de grupo que define as regras do esporte

A direção da Fifa informou que os testes para a implementação do cartão azul no futebol devem ser realizados apenas em "níveis inferiores" em um primeiro momento, ou seja, em torneios de base. "E de forma responsável", concluiu a nota divulgada.
Nesta quinta-feira (8), o jornal The Telegraph informou que os testes poderiam ser realizados em jogos profissionais ingleses, como a Copa da Inglaterra. O cartão azul seria utilizado para expulsar um jogador de campo por 10 minutos. A sanção só seria aplicada se o atleta impedir um ataque promissor do adversário ou protestar ostensivamente contra a arbitragem.
A Fifa informou que na reunião de 2 de março do Ifab (International Board), o conselho que define as regras do futebol, a Fifa vai defender que os testes ocorram com calma, em níveis inferiores. A Federação Internacional é uma das entidades com cadeira na Ifab, junto com associações britânicas.
O esporte pode ter um novo cartão depois de 54 anos, já que os amarelos e vermelhos foram utilizados pela primeira vez na Copa do Mundo de 1970, no México. Se um jogador receber um cartão azul e, na sequência, for punido com um cartão amarelo, ele receberá um vermelho. Com isso, o jogador será expulso definitivamente. Dois cartões azuis também vão implicar em um cartão vermelho.
Comentarista de arbitragem da Itatiaia, Márcio Rezende de Freitas avaliou a medida e disse que muitos árbitros utilizarão o cartão azul como "muleta".
“Creio que o cartão azul não irá vingar no futebol. Inventam bobagens demais. Já temos dois que são mal usados e querem criar mais um? Para que? O importante é que os que já existem sejam bem utilizados. Os árbitros vão acabar se escondendo atrás do cartão azul para não aplicar o vermelho. Já se escoram demais no VAR, e irão arranjar outra muleta?”, disse.
Em janeiro deste ano, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou ao Telegraph Sport que era contrário à medida. “Não é mais futebol”, disse.
Veja a nota da Fifa na íntegra:
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.




