Fortaleza enfrenta o Boca pela Sul-Americana em mais um jogo histórico
Confronto será pela terceira rodada do Grupo D, na Arena Castelão, na noite desta quinta-feira (25)

O Fortaleza terá na noite desta quinta-feira (25) mais um jogo histórico em sua centenária jornada. O confronto contra o Boca Juniors, um dos mais tradicionais clubes do continente e do mundo, seis vezes campeão da Copa Libertadores, é daqueles que, sete anos atrás, quando o Leão estava na Série C do Brasileiro, seria inimaginável.
O jogo pela terceira rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana começa às 21h (de Brasília), na Arena Castelão, na capital cearense.
"É um dos jogos mais importantes na história do clube. O Boca é uma das melhores equipes do continente e por muito tempo conquistou várias Libertadores. Assim que saiu o sorteio, a gente já imaginava esse jogo. Ansiedade era grande", disse o atacante Yago Pikachu.
Em 18 de março, quando os grupos da "Sula" foram sorteados, o CEO da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Fortaleza, Marcelo Paz, sorriu. Segundo ele justamente porque seria mais uma partida na coleção de grandes confrontos registrados nos últimos anos, como aqueles contra River Plate, Independiente e Estudiantes. Além, é claro, da chegada à final da Sul-Americana em 2023, no Uruguai, quando o time foi derrotado pela LDU de Quito-EQU na disputa de pênaltis.
O Fortaleza fez oito jogos oficiais contra times argentinos, e o histórico é equilibrado. Desde 2020, quando começou a participar de torneios continentais, o Leão encarou quatro equipes tradicionais do país vizinho: Independiente, River Plate, Estudiantes e San Lorenzo, com três vitórias, três derrotas e dois empates.
O Leão já encarou o Boca, no Castelão, em 2010, em um amistoso. Venceu um time argentino recheado de reservas e de garotos por 3 a 1. O confronto desta quinta, portanto, será o primeiro que vale três pontos.
A classificação
O Fortaleza lidera o Grupo D, com seis pontos em dois jogos, enquanto o Boca é o segundo, com quatro. O Sportivo Trinidense, do Paraguai, tem três pontos e o Nacional Potosí, da Bolívia, tem um. Esses dois times têm uma partida a mais já disputada.
Uma vitória deixa o clube brasileiro em situação privilegiada para conseguir a primeira colocação da chave e vaga direta nas oitavas de final. O segundo colocado precisa jogar uma repescagem contra um time que vai migrar da Libertadores como terceiro colocado da fase de grupos.
Castelão lotado
O Fortaleza informou que os ingressos para a partida acabaram ainda na quarta-feira (24). Mais de 55 mil pessoas fizeram o check-in ou compraram ingressos:
- Ingressos vendidos: 23.624
- Check-in: 31.729
- Total: 55.353
Os times
O técnico Juan Pablo Vojvoda, do Fortaleza, deve colocar o esquema 4-3-3 em ação, o mais utilizado no ano passado e que levou o time à final da Sul-Americana passada, contra a LDU de Quito-PAR, no Uruguai (derrota nos pênaltis). O volante Hércules, recuperado de grave lesão no joelho, é o destaque do meio de campo.
No ataque, com Lucero confirmado, as dúvidas são nas pontas: se vai Yago Pikachu ou Marinho na direita, e Machuca ou Moisés na esquerda.
Sem Cavani, poupado e que nem viajou ao Brasil, o técnico Diego Martínez, do Boca, deve escalar o ex-palmeirense Marentiel, que vem tendo boas atuações.
Outros destaques do time, como Rojo e Advíncula, podem começar a partida no banco de reservas. Da equipe base titular devem atuar Romero, Lema, Fernández e Merentiel.
Fortaleza x Boca Juniors
Fortaleza
João Ricardo; Tinga, Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Zé Welison, Hércules e Pochettino; Marinho (Yago Pikachu), Lucero e Moisés (Machuca). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.
Boca Juniors
Romero; Di Lollo, Lema, Figal e Saracchi; Saralegui, Medina, Equi Fernández e Fabra; Langoni e Merentiel. Técnico: Diego Martínez.
Motivo: 3ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana
Data e horário: 25 de abril de 2024, às 21h (de Brasília)
Local: Arena Castelão, em Fortaleza
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Auxiliares: Alexander Guzmán e Jhon Gallego (ambos da Colômbia)
VAR: Carlos Orbe (Equador)
Transmissão: Star+
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



