Conquistar uma grande competição continental é para poucos. Vencer duas, em continentes diferentes, é raríssimo.
Agora, levantar Libertadores, Champions League e Copa do Mundo é um feito reservado a apenas uma dupla de ídolos brasileiros: o goleiro Dida e o lateral-direito Cafu.
Ambos foram campeões mundiais em 2002 e marcaram época tanto por clubes quanto pela Seleção Brasileira.
A seguir, a
Quando Dida e Cafu venceram os títulos?
Dida foi campeão da Copa Libertadores em 1997, no Cruzeiro, sendo fundamental na conquista, ao defender pênaltis nas disputas contra El Nacional-EQU (oitavas de final) e Colo Colo-CHI (semifinal), além de ter feito grandes defesas na final, contra o Sporting Cristal-PER.
Já Cafu, venceu a competição sul-americana cinco anos antes, no São Paulo, em 1992, sendo um dos pilares da talentosa equipe paulista.
Anos depois, na temporada 2002-03, Dida conquistou a Champions no Milan-ITA, voltando a ser protagonista, ao se tornar o único goleiro da história a defender três pênaltis na final do torneio, disputada contra a Juventus-ITA.
Na temporada 2006–07, os brasileiros foram campeões do torneio europeu juntos, ao superarem o Liverpool-ING, na final.
Copa do Mundo
- 2002 – Brasil campeão (Cafu e Dida no elenco)
Copa Libertadores da América
- Cafu: São Paulo (1992)
- Dida: Cruzeiro (1997)
Champions League
- Cafu: Milan (2006–07)
- Dida: Milan (2002–03 e 2006–07)
Cafu: longevidade, liderança e recordes históricos
O lateral-direito é sinônimo de regularidade no mais alto nível. Cafu venceu títulos que grande parte dos jogadores sonham e estabeleceu marcas históricas.
O intervalo de 15 anos entre as conquistas de Cafu é o maior registrado entre as conquistas supracitadas de um atleta que as obteve.
Na Seleção, Cafu é o que mais jogou, um dos que mais foi capitão e o único a disputar três finais de Copa.
Libertadores, Champions e o maior intervalo entre títulos
- Libertadores: 1992 (São Paulo)
- Champions League: 2006–07 (Milan)
Copa do Mundo e Seleção Brasileira
- Copas disputadas: 1994, 1998, 2002 e 2006
- Títulos: 1994 e 2002 (capitão do penta)
- Recordes: jogador com mais jogos pela Seleção Brasileira (142) e único a disputar três finais de Copa consecutivas (1994, 1998 e 2002)
Cafu com a taça da Copa do Mundo em 2002
Dida: frieza e poder de decisão
Se Cafu simboliza constância, Dida representa frieza em decisões. Poucos goleiros foram tão determinantes em finais e disputas eliminatórias.
Foram seis anos entre a conquista sul-americana e a primeira Champions. Em ambas, o goleiro baiano foi decisivo.
Na Copa de 2002, Dida não foi titular, tendo sido o suplente de Marcos na campanha do pentacampeonato.
O arqueiro ainda disputaria a Copa de 2006, como titular do Brasil, na trajetória que parou na França, nas quartas de final.
Ronaldo, Dida, Kaká e Vampeta durante treino da Seleção Brasileira em maio de 2002