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A entidade, em comunicado enviado a veículos de imprensa e republicado pelo Marca, da Espanha, destacou que nenhuma decisão esportiva está acima da autonomia dos clubes – nem mesmo a vontade de seu jogador mais famoso.
No texto, a organização explica que o organismo que gere o futebol saudita não interfere nas decisões internas de cada equipe, ainda que grande parte da gestão financeira dos principais clubes seja feita pelo Fundo de Investimento Público (PIF).
“A Liga Profissional Saudita está estruturada em torno de um princípio simples: cada clube opera de forma independente, sob as mesmas regras. Os clubes têm seus próprios conselhos de administração, seus próprios executivos e sua própria gestão de futebol”, diz a nota oficial.
A entidade também ressaltou o impacto de Cristiano Ronaldo no futebol local desde a chegada ao Al-Nassr, mas frisou que não há espaço para que episódios isolados determinem o rumo da competição.
“A competitividade da liga fala por si só. Com apenas alguns pontos separando os quatro primeiros colocados, a disputa pelo título está totalmente em aberto. Esse nível de equilíbrio reflete um sistema que está funcionando conforme o planejado. O foco continua sendo o futebol, dentro de campo, onde deve estar, e em manter uma competição credível e competitiva para jogadores e torcedores.”
O que aconteceu com Cristiano Ronaldo
A ausência de Cristiano Ronaldo no último jogo do Al-Nassr, contra o Al-Riyadh, foi destaque na imprensa internacional. Conforme o jornal português A Bola, o atacante não foi relacionado para a partida porque manifestou discordância com a forma como o clube tem sido gerido pelo PIF.
O principal motivo da insatisfação de Cristiano, segundo a reportagem, é a percepção de que o Al-Nassr tem recebido aportes menos vultosos em comparação com rivais que também são geridos pelo fundo - especialmente o Al-Hilal, que se movimentou com mais intensidade no mercado de transferências recente, incluindo contratações de impacto como Karim Benzema.
Na janela atual, o Al-Nassr anunciou apenas a chegada do meia Haydeer Abdulkareem, de 21 anos, enquanto outras equipes do mesmo grupo financeiro reforçaram seus elencos com nomes de maior peso.
Outra fonte da tensão foi um comentário de Jorge Jesus, técnico do Al-Nassr, que em janeiro disse que sua equipe “não tinha o poder político do Hilal”. A administração repercutiu no país e chegou a envolver pedidos de sanção por parte do Al-Hilal, sem sucesso.
Cenário no futebol saudita
A polêmica com Cristiano Ronaldo ocorre em um momento em que seu futuro no futebol árabe é tratado com cautela. Aos 41 anos, o atacante vive um período de incertezas quanto à continuidade no clube, com especulações ligando seu nome a possíveis novos mercados, como a MLS nos Estados Unidos ou até um retorno à Europa ao término da temporada.