Copa do Mundo: veja as edições com mais gols marcados

Ao longo de 96 anos de Mundial, diversos gols foram marcados na maior disputa do futebol

Final da Copa do Mundo de 1998 entre Brasil e França

Ao longo de quase um século, a Copa do Mundo passou por transformações que impactaram diretamente o número de gols marcados. Algumas edições entraram para a história justamente pelo alto índice ofensivo, partidas abertas e finais memoráveis. Seja pelo aumento no número de jogos, mudanças nas regras ou gerações ofensivas excepcionais, esses Mundiais ficaram marcados como verdadeiros festivais de gols.

A seguir, a Itatiaia relembra as edições de Copa do Mundo com mais gols marcados:

Copa do Mundo de 1998

A Copa do Mundo de 1998, realizada na França, foi a primeira a contar com 32 seleções e, consequentemente, mais partidas. Ao todo, foram 171 gols em 64 jogos, estabelecendo à época o recorde absoluto da competição. A edição marcou uma transição tática importante, com seleções mais ofensivas e maior equilíbrio entre continentes.

A final foi disputada no Stade de France, em Paris, e terminou com uma atuação histórica da seleção anfitriã. A França venceu o Brasil por 3 a 0, com dois gols de Zinedine Zidane, ambos de cabeça, e um de Emmanuel Petit nos minutos finais. Foi o primeiro título mundial francês e uma das finais mais dominantes da história.

O artilheiro da edição foi o croata Davor Šuker, com 6 gols, peça-chave da campanha que levou a Croácia ao surpreendente terceiro lugar em sua primeira participação em Copas do Mundo.

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Copa do Mundo de 2014

Disputada no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 igualou o recorde de 1998, também com 171 gols em 64 partidas. O torneio ficou marcado por jogos intensos, placares elásticos e um ritmo ofensivo elevado, impulsionado por seleções que priorizaram o ataque desde a fase de grupos.

A final aconteceu no Maracanã, entre Alemanha e Argentina, em um duelo equilibrado e tenso. Após um empate sem gols no tempo normal, Mario Götze marcou na prorrogação e garantiu a vitória alemã por 1 a 0, selando o quarto título mundial da Alemanha. Apesar do placar magro na decisão, o torneio como um todo foi um dos mais goleadores da história.

O artilheiro do Mundial foi o colombiano James Rodríguez, com 6 gols, incluindo um dos mais bonitos da história das Copas, contra o Uruguai, nas oitavas de final.

Copa do Mundo de 2018

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, confirmou a tendência ofensiva do futebol moderno. Foram 169 gols em 64 jogos, o terceiro maior número da história, em uma edição marcada por uso intensivo do VAR, pênaltis frequentes e partidas decididas nos detalhes.

A final foi disputada no Estádio Luzhniki, em Moscou, e terminou com vitória da França sobre a Croácia por 4 a 2. O jogo foi aberto, movimentado e simbolizou bem o espírito da competição. Os franceses conquistaram seu segundo título mundial em uma final com seis gols, algo raro em decisões de Copa.

O artilheiro da edição foi o inglês Harry Kane, que marcou 6 gols, sendo peça central da campanha da Inglaterra até as semifinais.

Copa do Mundo de 2002

A Copa do Mundo de 2002, realizada de forma inédita em Coreia do Sul e Japão, teve 161 gols em 64 partidas, ocupando lugar de destaque entre as edições mais goleadoras. O torneio ficou marcado por jogos abertos, surpresas e atuações individuais memoráveis.

Na final, disputada em Yokohama, o Brasil venceu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo Fenômeno, garantindo o pentacampeonato. A decisão simbolizou o peso do talento ofensivo brasileiro em um Mundial repleto de gols e momentos históricos.

Ronaldo terminou como artilheiro da Copa, com 8 gols, a maior marca individual em uma única edição desde 1978.

Copa do Mundo de 1954

Embora tenha tido menos jogos, a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, merece destaque especial. Foram 140 gols em apenas 26 partidas, resultando na maior média de gols por jogo da história: 5,38. A edição ficou conhecida como “A Copa dos gols”.

A final entrou para o imaginário do futebol como o “Milagre de Berna”. A Alemanha Ocidental venceu a Hungria por 3 a 2, de virada, conquistando seu primeiro título mundial diante de uma das seleções mais fortes já vistas.

O artilheiro foi o húngaro Sándor Kocsis, com 11 gols, uma das maiores marcas individuais da história das Copas.

Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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