Copa do Mundo: relembre o gol feito com a maior troca de passes da história das Copas

Lance aconteceu na estreia da seleção inglesa na Copa do Mundo de 2022, na vitória por 6 a 2 sobre o Irã

Seleção Inglesa comemora gol na Copa do Mundo de 2022

A história da Copa do Mundo é marcada por gols inesquecíveis. Alguns surgiram de jogadas individuais geniais, outros nasceram da força coletiva e da paciência na construção ofensiva.

Do chapéu de Pelé, contra a SUécia, aos 17 anos em 1958, ao drible antológico de Diego Maradona contra a Inglaterra, em 1986, o Mundial sempre produziu lances que atravessaram gerações.

Mas, em 2022, no Catar, a competição registrou um recorde diferente coletivo: o gol com a maior sequência de passes da história das Copas do Mundo.

Inglaterra entra para a história na Copa de 2022

O lance aconteceu na estreia do English Team na Copa do Mundo de 2022, na vitória por 6 a 2 sobre o Irã, pela fase de grupos.

“Tiki-Taka”, “Toco y me voy” ou apenas troca de passes: com ampla vantagem no placar, a Inglaterra transformou os minutos finais da partida em uma verdadeira aula de posse de bola e organização ofensiva.

O sexto gol inglês, marcado por Jack Grealish, entrou para os livros da história do torneio.

35 passes até a bola balançar a rede

Antes de ir às redes, o selecionado inglês realizou 35 passes consecutivos, estabelecendo a maior troca de passes já registrada em um gol de Copa do Mundo.

A jogada teve participação de todos os jogadores em campo, incluindo o goleiro Jordan Pickford. O meia Jude Bellingham foi o atleta que mais participou da construção, com nove passes durante o lance.

Ao todo, a bola circulou por mais de um minuto antes da finalização.

Jude Bellingham deu nove passes na construção do gol histórico

O passo a passo da jogada histórica

A construção começou de forma simples: Declan Rice cobrou uma falta no campo defensivo e colocou a bola em jogo.

A partir daí, a Inglaterra passou a trocar passes de maneira paciente até o espaço aparecer.

O momento de aceleração veio com um passe vertical do zagueiro John Stones, que quebrou linhas e mudou o ritmo da jogada.

Na sequência, Marcus Rashford recebeu e tocou para Bellingham, que encontrou Callum Wilson em profundidade pela direita.

O centroavante invadiu a área mas preferiu o passe ao chute e cruzou rasteiro para Grealish, que apenas empurrou para o gol praticamente vazio. O gol em si não foi plástico nem espetacular. Não houve drible desconcertante ou chute indefensável.

Comparações inevitáveis com outros gols coletivos

Quando se fala em jogadas coletivas, o gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa de 1970, após longa troca de passes da Seleção Brasileira, ainda é considerado por muitos como o maior da história.

A jogada inglesa de 2022 talvez não alcance o mesmo nível estético, mas superou em números e entrou para o Mundial como a mais longa sequência de passes antes de um gol.

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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