Copa do Mundo: saiba quais foram os campeões e artilheiros na mesma edição de Copa

Apenas quatro Copas do Mundo tiveram atletas que conseguiram unir os dois feitos na mesma edição

Ronaldo foi campeão e artilheiro da Copa de 2002

Ser artilheiro de uma Copa do Mundo já é um feito reservado a poucos. Mas terminar o torneio como maior goleador e ainda conquistar o título mundial é algo ainda mais raro e alcançado por pouquíssimos jogadores ao longo da história.

Desde 1930, apenas quatro Copas do Mundo tiveram atletas que conseguiram unir os dois feitos na mesma edição. Ao todo, cinco jogadores entraram para esse seleto grupo. A seguir, a Itatiaia relembra essas histórias.

Quantos artilheiros também foram campeões do mundo?

Até hoje, apenas estes nomes conseguiram ser artilheiros e campeões na mesma Copa do Mundo:

  • 1962 – Garrincha (Brasil)
  • 1962 – Vavá (Brasil)
  • 1978 – Mario Kempes (Argentina)
  • 1982 – Paolo Rossi (Itália)
  • 2002 – Ronaldo Nazário (Brasil)

Garrincha — genialidade e artilharia no bicampeonato de 1962

Na Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile, o Brasil viveu uma situação raríssima: dois jogadores terminaram como artilheiros do mesmo torneio e ambos foram campeões.

Um deles foi Garrincha, autor de quatro gols e principal nome da campanha do bicampeonato.

Com Pelé lesionado, o camisa 7 assumiu o protagonismo absoluto da Seleção Brasileira. Garrincha decidiu jogos praticamente sozinho, especialmente nas fases finais, combinando dribles imprevisíveis, arrancadas desconcertantes e gols decisivos.

Sua atuação é considerada, até hoje, uma das maiores performances individuais da história das Copas do Mundo.

Garrincha, ídolo do Botafogo e da Seleção Brasileira

Vavá — o artilheiro das decisões

Dividindo a artilharia de 1962 com Garrincha, Vavá confirmou sua fama de atacante decisivo.

O centroavante marcou quatro gols naquele Mundial e voltou a ser determinante em finais. Assim como em 1958, quando marcou duas vezes contra a Suécia, Vavá balançou as redes novamente na decisão de 1962, diante da Tchecoslováquia.

Ao todo, somou nove gols em Copas do Mundo e entrou para a história como um dos maiores jogadores de jogos decisivos da Seleção Brasileira.

Vavá marcou os dois primeiros gols do Brasil na vitória sobre a Suécia na final da Copa de 1958

Mario Kempes — o herói da primeira estrela argentina em 1978

A Copa do Mundo de 1978 marcou a única vez em que a Argentina sediou o torneio e também o nascimento de seu primeiro grande herói mundial.

Mario Alberto Kempes foi o nome da competição. Mesmo sem marcar gols na fase de grupos, o atacante cresceu no momento decisivo e passou a comandar a campanha argentina a partir da segunda fase.

Kempes marcou dois gols contra a Polônia, outros dois na histórica goleada por 6 a 0 sobre o Peru e foi o grande protagonista da final contra a Holanda. Após empate no tempo normal, marcou novamente na prorrogação e conduziu a Argentina à vitória por 3 a 1 no Monumental de Núñez.

Artilheiro do torneio e campeão mundial, Kempes se transformou em símbolo eterno da primeira estrela da Albiceleste.

Mário Kempes foi o herói da conquista argentina em 1978

Paolo Rossi — da desconfiança ao herói improvável de 1982

Poucas histórias são tão improváveis quanto a de Paolo Rossi na Copa do Mundo de 1982.

Convocado sob forte desconfiança, após longo período afastado do futebol, o atacante passou três jogos sem marcar, virou alvo de críticas intensas e chegou a ser pedido fora da equipe.

Tudo mudou no jogo contra o Brasil. Rossi marcou três gols na vitória por 3 a 2, eliminando uma das seleções mais celebradas da história. Depois, fez mais dois contra a Polônia na semifinal e abriu o placar na final diante da Alemanha Ocidental.

Com seis gols, terminou como artilheiro, campeão do mundo e eleito o melhor jogador da Copa, protagonizando uma das maiores viradas individuais da história dos Mundiais.

Paolo Rossi foi o grande carrasco de um dos times mais adorados da história da Seleção Brasileira

Ronaldo Nazário — o artilheiro do pentacampeonato em 2002

O último jogador a conquistar o feito foi Ronaldo, na Copa do Mundo de 2002.

Após superar graves lesões, o camisa 9 retornou ao auge no Japão e na Coreia do Sul. Marcou oito gols, incluindo dois na final contra a Alemanha, e conduziu o Brasil ao pentacampeonato.

Ronaldo terminou o Mundial como artilheiro e consolidou sua posição como o maior goleador brasileiro da história das Copas, com 15 gols em quatro edições.

Desde então, nenhum outro artilheiro voltou a levantar a taça na mesma Copa.

Ronaldo comemora gol na final da Copa do Mundo de 2002

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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