Copa do Mundo: saiba quais foram os reservas mais acionados na história dos Mundiais

Denílson é o jogador que mais vezes saiu do banco na história dos Mundiais

Denílson foi o ‘12º jogador’ brasileiro em 1998 e 2002

Nem sempre os protagonistas de uma Copa do Mundo são os titulares. Ao longo da história dos Mundiais, muitos atletas construíram importantes trajetórias após saírem do banco de reservas, para participar de momentos decisivos e mudar o rumo das partidas.

Em torneios de tiro curto, bons jogadores à disposição pode ser um grande diferencial . Os chamados “elementos surpresa” muitas vezes aceleram o jogo, seguram resultados ou exploram defesas cansadas e alguns se tornaram recordistas nesta função.

A seguir, a Itatiaia relembra quais são os jogadores que mais vezes entraram como reservas na história das Copas do Mundo.

Denílson lidera o ranking de reservas mais acionados em Copas

O jogador que mais vezes saiu do banco na história dos Mundiais é Denílson, da Seleção Brasileira.

Presente nas Copas de 1998 e 2002, o pontaficou marcado por sua explosão, dribles e capacidade de mudar o ritmo das partidas.

Ao todo, Denílson disputou 12 jogos em Copas do Mundo, sendo apenas um como titular e 11 entrando no decorrer das partidas.

Mesmo sem marcar gols, teve papel importante na campanha do pentacampeonato em 2002 e chegou, inclusive, a ser acionado na final contra a Alemanha, em Yokohama.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 12 jogos
  • 1 como titular
  • 11 como reserva
  • 374 minutos
  • 0 gols
  • 2 assistências

Oliver Neuville — o “12º jogador” da Alemanha

Figura frequente nas convocações alemãs nos anos 2000, Oliver Neuville se consolidou como opção recorrente para os segundos tempos alemães.

Atacante de mobilidade e forte presença na área, participou de diferentes campanhas da Alemanha e frequentemente era acionado para mudar o cenário ofensivo.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 13 jogos
  • 4 como titular
  • 9 como reserva
  • 505 minutos
  • 2 gols
  • 1 assistência

Marcus Rashford — impacto imediato pela Inglaterra

Revelado muito jovem (se profissionalizou em fevereiro de 2016, aos 18 anos), Marcus Rashford participou das Copas de 2018 e 2022 como uma das principais armas do banco inglês.

Velocidade, força física e finalização fizeram do atacante uma alternativa constante para Gareth Southgate, principalmente nos jogos de mata-mata.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 11 jogos
  • 2 como titular
  • 9 como reserva
  • 349 minutos
  • 3 gols
  • 0 assistências

Marcus Rashford, da Inglaterra

Cesc Fàbregas — inteligência no banco espanhol

Mesmo sendo um dos meio-campistas mais técnicos de sua geração, Cesc Fàbregas frequentemente começou partidas no banco pela Espanha.

Jogador importante para Arsenal e Barcelona, o meia esteve presente em três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014) e teve papel importante principalmente no Mundial vencido em 2010, com passes decisivos e controle de jogo quando acionado.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 10 jogos
  • 2 como titular
  • 8 como reserva
  • 373 minutos
  • 0 gols
  • 3 assistências

Fàbregas ajudou a Espanha a levantar a taça de campeã da Copa do Mundo de 2010

Pierre Littbarski — peça recorrente da Alemanha Ocidental

Um dos nomes mais constantes da Alemanha Ocidental nas décadas de 1980 e 1990, Pierre Littbarski participou de três Copas do Mundo.

Com técnica apurada e visão de jogo, alternou titularidade e banco, mas manteve regularidade impressionante em minutos e participações ofensivas.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 18 jogos
  • 10 como titular
  • 8 como reserva
  • 1.177 minutos
  • 3 gols
  • 7 assistências

Ramires — intensidade como alternativa no meio-campo brasileiro

O volante ex-Cruzeiro, presente nas Copas de 2010 e 2014, foi utilizado como opção de intensidade, marcação e velocidade no meio-campo da Seleção Brasileira.

Entrava com frequência para reforçar a recomposição defensiva ou acelerar transições.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 11 jogos
  • 3 como titular
  • 8 como reserva
  • 352 minutos
  • 0 gols
  • 1 assistência

Agora ex-jogador, Ramires defendeu o Cruzeiro entre 2007 e 2009 e se credenciou a defender a Seleção

Alessandro Del Piero — experiência e decisões pela Itália

Del Piero foi parte importante na conquista da Copa do Mundo de 2006, mesmo não sendo titular absoluto

Mario Gomez — presença de área como opção alemã

Centroavante clássico, Mario Gomez foi utilizado como reserva nas Copas de 2010 e 2018.

Entrava principalmente para reforçar o jogo aéreo e aumentar a presença na área nos minutos finais.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 7 jogos
  • 0 como titular
  • 7 como reserva
  • 144 minutos
  • 0 gols
  • 1 assistência

Javier Hernández — oportunismo mexicano saindo do banco

Conhecido como “Chicharito”, Javier Hernández disputou três Copas do Mundo pelo México.

Mesmo alternando titularidade, foi frequentemente acionado durante as partidas, mantendo boa média de gols e presença ofensiva.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 12 jogos
  • 5 como titular
  • 7 como reserva
  • 574 minutos
  • 4 gols
  • 1 assistência

Klaas-Jan Huntelaar — o finalizador dos minutos finais

Especialista em aproveitar espaços, Huntelaar foi uma das principais opções ofensivas da Holanda em 2010 e 2014.

Mesmo com poucos minutos, deixou sua marca e se tornou referência como “homem do segundo tempo”.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 7 jogos
  • 0 como titular
  • 7 como reserva
  • 100 minutos
  • 2 gols
  • 1 assistência

Cobi Jones — símbolo da longevidade dos Estados Unidos

Figura histórica do futebol norte-americano, Cobi Jones disputou três Copas do Mundo.

Alternou funções ofensivas e defensivas, sendo frequentemente utilizado ao longo das partidas para manter intensidade e experiência.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 11 jogos
  • 4 como titular
  • 7 como reserva
  • 523 minutos
  • 0 gols
  • 0 assistências

Roger Milla — o reserva que virou símbolo de uma Copa

Um dos nomes mais emblemáticos da história dos Mundiais, Roger Milla brilhou especialmente na Copa de 1990.

Mesmo entrando diversas vezes como reserva, marcou gols decisivos, liderou Camarões até as quartas de final e se tornou um dos personagens mais icônicos do torneio.

Fez, aos 44 anos, o gol de um atleta mais velho na história das Copas, em 1994.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 10 jogos
  • 3 como titular
  • 7 como reserva
  • 577 minutos
  • 5 gols
  • 2 assistências

Haris Seferovic — presença constante da Suíça

Atacante da seleção suíça em três Copas do Mundo, Seferovic foi frequentemente utilizado como opção ofensiva no segundo tempo.

Apesar de poucos gols, manteve regularidade de participações e presença constante no banco.

Estatísticas em Copas do Mundo:

  • 10 jogos
  • 3 como titular
  • 7 como reserva
  • 349 minutos
  • 1 gol
  • 0 assistências
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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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