Pep Guardiola, treinador do
“Eu disse na semana passada. Nem o local onde você nasce, nem a cor da sua pele te faz melhor ou pior. Temos muito trabalho a fazer”, iniciou o comandante do City.
“E é na sociedade, não só no futebol. Racismo está em todo lugar. Se você quiser fingir que é apenas pela cor da pele... mas é como você se comporta que é racismo. Quando você acha que é melhor do que o outro por diversas razões”, completou.
Para Guardiola apenas educação pode diminuir esse tipo de discriminação. Ele afirmou ainda que os professores devem estar entre as pessoas mais importantes da sociedade.
“Escolas. Pague muito bem os professores. É o lugar onde as pessoas precisam ser mais bem remuneradas, não no futebol. Os professores e os médicos precisam ser as pessoas mais importantes da nossa sociedade. Com certeza. Por muito. Não os treinadores”, finalizou.
Entenda o caso
Vinicius marcou o único gol da partida aos cinco minutos do segundo tempo. Após a comemoração, jogadores do Benfica contestaram a atitude do brasileiro em campo. Nesse momento, segundo relato do atacante, Prestianni utilizou a palavra “mono” - macaco em espanhol - enquanto cobria a boca com a camisa.
Após o jogo, Vini se manifestou nas redes sociais e classificou o argentino como “covarde”.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família”, escreveu.
O atacante também criticou o cartão amarelo recebido por comemorar o gol e questionou o protocolo adotado em campo. “Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário”, completou.
Desde que chegou ao Real Madrid, em 2018, Vinicius Júnior enfrenta episódios recorrentes de racismo por parte de torcedores adversários e se tornou uma das principais vozes da luta antirracista no futebol. Desta vez, porém, a acusação envolve um jogador dentro de campo, fato inédito em sua carreira.
Prestianni negou qualquer ofensa de cunho racista e afirmou que sofreu ameaças de atletas do Real Madrid durante a partida.